Poeta e historiadora angolana Ana Paula Tavares vence Prémio Camões 2025

A poeta e historiadora angolana Ana Paula Tavares, autora de uma vasta obra literária em prosa e poesia e de textos científicos, venceu o Prémio Camões 2025, anunciou a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB).
Ao atribuir o Prémio Camões 2025 a Ana Paula Tavares, é distinguida “a sua fecunda e coerente trajetória de criação estética e, em especial, o seu resgate de dignidade da Poesia”, refere o júri, num comunicado hoje divulgado pela DGLAB. “O Júri sublinhou que, com a dicção do seu lirismo sem concessões evasivas e com os livres compromissos da produção em crónica e em ficção narrativa, a obra de Ana Paula Tavares ganha também relevante dimensão antropológica em perspetiva histórica”, lê-se no comunicado. O Prémio Camões tem sido atribuído sobretudo a autores do Brasil e de Portugal, e em 36 anos de história do galardão apenas foram distinguidas outras oito mulheres. Além de Brasil e Portugal, com 15 e 14 premiados, respetivamente, o Prémio Camões foi ainda atribuído a três personalidades literárias de Moçambique, duas de Cabo Verde e duas de Angola, para além do lusoangolano Luandino Vieira.
O Prémio Camões de literatura em língua portuguesa, instituído pelos Governos de Portugal e do Brasil, foi atribuído pela primeira vez em 1989, ao escritor português Miguel Torga. Em 2024, distinguiu a brasileira Adélia Prado.
JN/MS







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