Portugal

PJ ajudou a desmantelar plataforma usada para branquear lucros do crime

pj - milenio stadium

 

A Bitzlato, uma das principais plataformas eletrónicas para branquear criptomoedas obtidas através de crimes como ciberataques, fraudes e negócios ilegais na darknet, foi desmantelada nesta quarta-feira. Numa operação internacional, que contou com a colaboração da Polícia Judiciária (PJ), foi detido o fundador da Bitzlato, o russo Anatoly Legkodynov. A investigação, que contou ainda com Polícias de França, Espanha, Países Baixos e Estados Unidos da América, prosseguirá.

Depois de as autoridades norte-americanas terem anunciado a detenção de Anatoly Legkodynov, na madrugada desta quarta-feira, em Miami, a própria PJ confirmou a operação “Cryptostorm”. Segundo a Polícia portuguesa, que participou na iniciativa com a Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica, a Bitzlato era uma plataforma criada e desenvolvida por hackers de nacionalidade russa e ucraniana, acessível através da darknet.

A plataforma, acrescenta a PJ, servia para “converter ativos criptográficos como bitcoins, athereum, litecoins, bitcoin cash, dash, dogecoins e USDT, em rublos” e terá sido utilizada para “branqueamento de capitais, provenientes de atividades ilícitas, tais como ciberataques, fraudes, vendas fraudulentas em mercados darknet, ransomware”.

 

 

Mercado negro movimentou 700 milhões de dólares

Também as autoridades americanas explicaram que entre os vários detidos está o fundador da Bitzlato, o russo Anatoly Legkodynov, com 40 anos, que será levado em breve a um tribunal da Florida. Na acusação que sustentou a detenção de Legkodynov está o facto da Bitzlato ter sido, durante muito tempo, um “recurso financeiro crucial” para o sucesso da Hydra, uma espécie de mercado negro da internet, no qual se traficava droga e cometiam os mais diversos crimes. Ou seja, era através da Bitzlato que os criminosos “limpavam” os lucros dos crimes cometidos naquele espaço virtual.

Na Hydra terão sido movimentados cerca de 700 milhões de dólares, até o mercado negro ter sido encerrado em abril do ano passado, durante uma ação policial conjunta das polícias alemãs e americanas. Suspeita-se que só a plataforma Bitzlato terá recebido cerca de 15 milhões de dólares obtidos em ciberataques.

Os servidores utilizados pela Bitzlato foram apreendidos e as autoridades policiais esperam que a informação ali armazenada possa contribuir para mais detenções.

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