Portugal

Pandemia faz recuar índice que mede bem-estar dos portugueses

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Decréscimo mais acentuado, em 2020, nas condições materiais de vida. Balanço vida-trabalho no valor mais baixo desde 2004

O índice de bem-estar dos portugueses, calculado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) com base nas condições materiais de vida das famílias e na qualidade de vida, caiu, no primeiro ano de pandemia, 1,4 pontos, para os 45,8 (numa escala de 0 a 100), invertendo a tendência de subida que se verificava desde 2013. Estabilizando, em 2021, nos 45,7 pontos, de acordo com os dados preliminares nesta manhã divulgados pelo INE. Valor que compara com o máximo de 47,2 pontos registados em 2019 e com os 20,9 verificados em 2004.

Analisando apenas os dois últimos anos, constata-se que o indicador referente às condições materiais de vida foi o que registou o maior decréscimo, caindo 3,5 pontos para os 44,8, em 2020. Arrastado, sobretudo, pelo indicador referente ao bem-estar económico, que desceu para os 28 pontos. Contudo, foi o que mais recuperou em 2021, para os 29,3, fazendo o índice de condições materiais de vida subir ligeiramente. Já os indicadores referentes à vulnerabilidade económica e ao emprego mantiveram a tendência descendente no ano passado.

No que concerne ao índice que mede a perspetiva de qualidade de vida dos portugueses, o indicador referente ao balanço vida-trabalho regista, no ano passado, o valor mais baixo desde 2004, nos 37,7 pontos, apesar da subida registada em 2020 para os 42 pontos. Valor que compara com o máximo de 62,7 registado em 2010. Este indicador, explique-se, é aferido tendo em conta a avaliação da conciliação do tempo afeto à família e ao trabalho e a avaliação subjetiva do balanço vida-trabalho.

A descer desde 2017 está também o indicador que mede a participação cívica e governação, caindo para os 25,2 pontos no ano passado. Em sentido contrário, o sentimento de segurança pessoal dos portugueses continua a registar o melhor desempenho, subindo para os 73,4 pontos, o nível mais alto desde 2004, de acordo com os dados do INE.

Ao contrário das condições materiais de vida, o indicador que mede a qualidade vida não recuperou no ano passado, fixando-se nos 46 pontos, contra 46,8 em 2019. Numa análise mais longa, tomando por base o ano de 2004, refere o INE que a evolução positiva – de 20,9, em 2004, para 45,8, em 2020 – “resulta, sobretudo, dos progressos verificados nas condições materiais de vida, embora a evolução da qualidade de vida também tenha sido globalmente positiva”. Sendo que este indicador, excetuando os anos de 2008, 2009 e 2019, foi sempre superior ao das condições materiais de vida.

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