Portugal

O medo da mudança

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Credito: DR

Esta é a minha apreciação aos resultados das eleições legislativas antecipadas do passado dia 30 de janeiro.

É a minha reflexão e não da minha Comissão Política, que ainda não reunimos, deste então!

Antes de mais, felicito o Partido Socialista pela vitória e, naturalmente, pela maioria absoluta obtida e desejada pelo Senhor primeiro-ministro, embora surpreendente para todos e provavelmente para o próprio!

Digamos que vários fatores contribuíram para este resultado…

Em primeiro lugar, a não aprovação do Orçamento do Estado pelos parceiros da dita geringonça, o PCP e BE, preferidos por Costa para a governação, mas que agora passaram de bestiais a bestas e deu enorme jeito, pois os votos das esquerdas foram naturalmente para o Partido Socialista, e secaram o BE e a CDU, acabando por tirar o PEV do Parlamento, assim como afastar deputados de relevo do Partido Comunista!

Outro fator não menos importante, foi a campanha do Partido Socialista, ser a de levantar os Papões do Costume – o SNS, a Segurança Social -, deturpando as propostas do PSD e este não soube desmontar a trama e afirmar categoricamente o seu programa. A máquina socialista estava bem oleada!

O outro grande Papão foi o Costa ter conseguido colar o Rui Rio ao Chega e o Rio nunca conseguiu livrar-se desse perigo, o que deu enorme jeito ao senhor primeiro-ministro, para novamente assustar o seu eleitorado! 

Posso mesmo afirmar, que o Chega que é odiado por todos, e bem, foi extremamente útil ao Partido Socialista neste caso! Depois temos outros aspetos que não podem ser descurados, um país envelhecido com quase 6 milhões de reformados, um país pobre com mais de 2 milhões de portugueses acima do limiar da pobreza!

Com milhares de portugueses no RSI, lamento ter que afirmar isto, mas o meu país é hoje subsídio-dependente! Perante este cenário, atrevo-me a dizer que os portugueses tiveram medo da mudança e apostaram na continuidade das políticas sociais e assistencialistas do Partido Socialista, onde incluo ainda 700 mil funcionários públicos que, tradicionalmente, votam no partido que está no poder…

Aqui chegados, resta saber como se irá portar o Partido Socialista e em particular o senhor primeiro ministro com esta maioria, sim porque num passado ainda recente, sabemos como Sócrates governou com maioria!

Portugal vai receber uma pipa de massa nos próximos tempos da Europa, através do PRR, esses fundos têm que ser muito bem geridos e melhor aplicados, para tirar o país da cauda da Europa. O senhor Presidente da República estará atento? As autoridades europeias estarão atentas? E a oposição estará atenta?

Esta será porventura a última oportunidade de Portugal se reerguer e prosperar, também tenho a certeza se

tal não acontecer o Partido Socialista pagará cara essa fatura! Nesta equação, falta ainda contabilizar os votos da emigração, só a partir do dia 9 de fevereiro saberemos!

Certo que aqueles que escolheram e puderam votar o fizeram para o bem de Portugal e da democracia…

Laurentino Esteves/MS

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