Portugal

Morreu Joana Marques Vidal esta manhã no Porto

Gerardo Santos / Arquivo Global Imagens

A ex-procuradora-geral da República faleceu no Porto. Estava há várias semanas em coma no Hospital de São João. Marcelo Rebelo de Sousa revela ter estado no Porto “a acompanhar a sua luta pela vida”.

Joana Marques Vidal morreu esta manhã no Porto. Estava há várias semanas em coma no Hospital de São João, confirmou o Observador junto de fonte próxima da família. A ex-procuradora-geral da República ficou em situação de coma após ser operada por causa de uma doença cancerígena, tendo sofrido uma septicemia.

Numa nota publicada no site oficial da Presidência da República, Marcelo destaca o “relevante papel” que a ex-procuradora exerceu na sociedade portuguesa, “como jurista ilustre, magistrada com profundas preocupações sociais e funções de liderança”.

“Granjeou o respeito e o apoio de pares, subordinados e da sociedade em geral, nunca deixando de se dedicar a uma pedagogia democrática, com destaque para a participação cívica e a defesa dos direitos fundamentais, neles avultando o papel da mulher e a defesa dos mais frágeis e discriminados”, pode ler-se no comunicado.

Marcelo Rebelo de Sousa refere ainda que “há duas semanas, acompanhou, no Porto, a sua luta pela vida”, apresentando as condolências à família e aos amigos de Joana Marques Vidal.

Montenegro elogia “magistrada notável” e “rigor e imparcialidade” como PGR

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, manifestou hoje o seu pesar pela morte de Joana Marques Vidal, que recordou como “magistrada notável” e destacou “o rigor e imparcialidade” como que exerceu o cargo de procuradora-geral da República.

Numa publicação na rede social Twitter, Luís Montenegro disse ter recebido esta notícia “com profundo pesar”.

“Magistrada notável, cuja vida de serviço ao Estado teve como corolário o mandato como Procuradora-Geral da República, cargo que desempenhou com rigor, imparcialidade e excelência assinaláveis. Em meu nome e do Governo expresso as mais sentidas condolências à sua Família”, escreveu o primeiro-ministro.

Conselho Superior da Magistratura manifesta choque com a morte

O vice-presidente do Conselho Superior da Magistratura (CSM) assumiu hoje que a morte da ex-procuradora-geral da República Joana Marques Vidal “foi um choque”, destacando a admiração pessoal e o seu legado à frente do Ministério Público (MP).

“Foi um choque. Tinha uma grande admiração pela Dra. Joana Marques Vidal. Além de ser uma mulher extraordinária, foi também uma grande magistrada e, em termos de procuradores-gerais da República, foi um dos melhores que tivemos”, afirmou Luís Azevedo Mendes, em reação à notícia do óbito da ex-procuradora-geral da República, aos 68 anos de idade, no Hospital de São João, no Porto.

A Procuradoria-Geral da República informou que o velório de Joana Marques Vidal vai decorrer no dia 10 de julho, entre as 14h e as 22h, na Capela de São Lourenço, em Pedaçães – Águeda, e que as cerimónias fúnebres terão lugar pelas 14h do dia 11 de julho, seguindo-se cremação no crematório de Aveiro. A missa de sétimo dia será celebrada na Basílica da Estrela, em Lisboa, no dia 15 de Julho às 19h00.

As cerimónias fúnebres decorrerão em Aveiro, localidade onde a ex-procuradora-geral da República será cremada. A Câmara de Águeda decretou dois dias de luto municipal, na quarta e na quinta-feira, pela morte da jurista aguedense.

JN/OB/MS

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