Portugal

Ministro da Presidência afasta relação com buscas que envolvem o cunhado

Créditos: JN

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, reiterou à agência Lusa que não tem qualquer envolvimento ou relação com a investigação que envolve o seu cunhado, que foi na quinta-feira (14) alvo de buscas pela Polícia Judiciária por suspeitas de corrupção.

Em resposta à Lusa, o gabinete de António Leitão Amaro sublinhou que “o ministro não teve também intervenção em procedimentos de contratação pública de helicópteros”.

“O ministro da Presidência não tem qualquer envolvimento ou relação com a investigação criminal tornada pública e que envolve um seu familiar”, referiu.

O gabinete acrescentou ainda que a investigação prossegue, considerando “inadmissível envolver ou culpabilizar alguém por relações familiares”.

A Polícia Judiciária (PJ) realizou buscas por suspeitas de corrupção relacionadas com os concursos públicos para o combate aos incêndios rurais, que incluem Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro António Leitão Amaro.

A notícia das buscas foi confirmada à Lusa por fonte ligada ao processo e as buscas decorreram na sua residência, no Restelo, em Lisboa, e em várias empresas.

Em comunicado, a PJ revela que a operação está a ser conduzida pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), no âmbito de um inquérito dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

Segundo a PJ, estão em investigação suspeitas da prática de crimes de burla qualificada, corrupção ativa e passiva e associação criminosa.

As autoridades investigam “ilegalidades relacionadas com a contratação de meios aéreos para combate a incêndios rurais”, existindo suspeitas de que responsáveis de empresas concorrentes terão tido acesso a informação privilegiada e combinado previamente as propostas apresentadas aos concursos públicos, lesando os interesses financeiros do Estado.

A operação envolve o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão em domicílios, sedes de empresas e escritórios de advogados no distrito de Lisboa.

Nas diligências participaram 63 inspetores da Polícia Judiciária, quatro juízes de instrução criminal, seis magistrados do Ministério Público, quatro elementos do Núcleo de Assessoria Técnica da Procuradoria-Geral da República e quatro representantes da Ordem dos Advogados.

JN/MS

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