
O ministro da Defesa anunciou, na Batalha, que vai reconhecer o estatuto de antigo combatente aos presentes na Índia portuguesa ao tempo da anexação, atribuindo-lhes o cartão “que sempre lhes foi negado”, “corrigindo uma injustiça”.
“Quero anunciar que promoveremos a alteração legislativa necessária para que aos militares antigos combatentes na Índia, ainda vivos, infelizmente muito poucos, seja finalmente atribuído, querendo cada um deles, o cartão de antigo combatente que sempre lhes foi negado”, afirmou Nuno Melo, que falava durante a celebração do Dia do Combatente e 108.º aniversário da Batalha de La Lys.
O ministro da Defesa sublinhou que se trata do “primeiro passo para o fim de uma injustiça que persiste desde 1961”.
Segundo o governante, os antigos combatentes presentes na Índia Portuguesa ao tempo da anexação pela União Indiana combateram “com grande coragem” e “na maior parte dos casos, foram feitos prisioneiros”.
Sessenta e cinco anos depois, “é tempo de a todos estes militares, na maior parte já falecidos, lhes fazer justiça”, mesmo sendo “poucos os sobrevivos”, defendeu o governante.
Agradecendo a todos, em nome do Estado, a “sua dádiva”, Nuno Melo considerou que, “com este passo” é corrigida “uma injustiça histórica.
JN/MS






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