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Governo reafirma flexibilidade das medidas na próxima fase do desconfinamento

Governo reafirma flexibilidade das medidas na próxima fase do desconfinamento - milenio stadium - portugal
O secretário de Estado da Saúde António Lacerda Sales (D) acompanhado pelo presidente da Liga Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, durante o Kick-Off da época 2021-2022, com sorteio das competições profissionais organizadas pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Porto, 8 de julho de 2021. JOSÉ COELHO/LUSA

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, reafirmou esta sexta-feira a flexibilização das medidas de prevenção e combate à covid-19 na próxima fase do plano de desconfinamento.

Sem revelar se vai haver antecipação da terceira fase do plano, António Lacerda Sales afirmou que o país está numa fase de transição em que o Estado vai continuar a prevenir a covid-19, mas a responsabilidade individual e coletiva continuará também a ser fundamental.

“Estamos numa fase de transição. Temos muita esperança neste futuro próximo, porque como se verificou ontem [quinta-feira] com o Infarmed há, de facto, uma tendência da flexibilização das medidas, mas sempre numa fase de transição, apelando à responsabilidade individual e coletiva em muitos aspetos considerados, como por exemplo, mantermos o uso da máscara em aglomerados exteriores e em espaços fechados”, apontou.

O secretário de Estado falou à Lusa após participar no encerramento da conferência “A segurança do Doente em Portugal”, organizada pela Direção-Geral da Saúde (DGS) na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, no âmbito do Dia Mundial da Segurança do Doente.

“Temos tido uma evolução epidemiológica favorável, com um índice de transmissibilidade neste momento também favorável e um plano de vacinação que ultrapassa neste momento os 81,5% do esquema vacinal completo e os 85% de primeiras doses. É natural que haja uma flexibilização das medidas no próximo Conselho de Ministros, mas que haja continuamente este apelo à consciência individual e coletiva”, reforçou.

No evento, onde também compareceu a diretora-geral da saúde, Graça Freitas, foi apresentado o novo Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2021-2026, cujos principais objetivos estratégicos são: criar um sistema de saúde mais seguro e com mais qualidade, levar a prestação de cuidados a novos contextos – remotos e domiciliários; e, ainda, trazer à ação os cuidadores, as famílias e a sociedade em geral através de ações de sensibilização para a cultura de segurança.

António Lacerda Sales sublinhou que o despacho que aprova o Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2021-2026 foi assinado esta sexta-feira e será brevemente publicado em Diário da República.

JN

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