Portugal

Governo pediu parecer sobre quebra de isolamento no ato eleitoral, diz Marcelo

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (D), acompanhado pelo primeiro-ministro, António Costa, fala aos jornalistas no final da reunião sobre a situação epidemiológica em Portugal na sede do Infarmed, em Lisboa, 19 de novembro de 2021. Portugal encontra-se na quinta fase da pandemia de covid-19 e apresenta uma incidência de infeções de 203 casos por 100 mil habitantes, sendo mais elevada na população jovem, adiantou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS). MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O presidente da República destacou as boas notícias em termos de internamentos e mortalidade, que não acompanham o aumento significativo do número de casos de covid-19. E admitiu reconhecer a capacidade dos portugueses para “assumirem uma autogestão” da pandemia, assegurando que o impacto da pandemia nas eleições está a ser “acautelado”.

Falando ao país no final da reunião do Infarmed – cujos pontos essenciais pode ler aqui -, foi com um tom positivo que Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que os especialistas ouvidos esta quarta-feira concordam que o Sars-CoV-2 está longe de provocar um impacto trágico causado há um ano, embora a sua presença continue a motivar cautelas.

Mesmo a sociedade portuguesa sendo atualmente “a segunda mais aberta em termos de restrições” a seguir à Suécia, “o aumento significativo do número de contágios não tem correspondência em termos de internamentos, internamentos em cuidados intensivos e em termos de mortes”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhando ter havido uma “convergência total na análise da situação atual” entre especialistas, que foram unânimes em considerar que não serão necessárias novas medidas de contenção.

Citando a explicação dada pelos especialistas sobre a maior transmissibilidade mas menor severidade da variante ómicron – que ataca essencialmente as vias aéreas, mas poupa os pulmões -, o chefe de Estado destacou as menores repercussões em termos de gravidade da doença, internamento (nomeadamente em cuidados intensivos) e mortalidade, muito inferiores às causadas por variantes interiores.

Admite “autogestão da pandemia” pela população

O Presidente da República sublinhou também a “importância da vacinação” neste cenário: “Olhando para os valores de internados, internados em cuidados intensivos, vacinados e não vacinados, é muito significativo o efeito da vacinação prevenindo a gravidade, os internamentos e as mortes.”

Concordando com a especialista Raquel Duarte, do Instituto Nacional de Saúde Pública, que apelou a que se estimule “a autonomia da população”, com uma “redução de medidas restritivas” e a manutenção da proteção dos setores e grupos mais vulneráveis, Marcelo disse também que o país está numa fase em que é útil reconhecer a capacidade dos portugueses para assumirem uma “autogestão da pandemia” pela população.

Elogiando a “cultura cívica” dos portugueses e apelando à “continuação e aceleração” do processo de reforço da vacinação, cuja importância fundamental destacou, Marcelo disse que os peritos apresentaram “um conjunto de propostas” de gestão da pandemia, “sobre o qual o Governo irá debruçar-se”.

Impacto da pandemia nas eleições está a ser “acautelado”

Questionado sobre o que está a ser feito para mitigar o impacto da pandemia nas eleições legislativas, marcadas para dia 30 de janeiro – uma vez que se prevê, para essa data, um elevado número de infetados e, por consequência, cidadãos em isolamento -, o Presidente da República garantiu que os poderes públicos estão a fazer todos os possíveis.

“Está a ser acautelado através do aumento significativo do número de mesas para antecipação de voto. É uma maneira de prevenir aquilo que pode vir a acontecer nas semanas seguintes”, disse, acrescentando que o Governo já pediu ao Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República um parecer sobre se o isolamento pode ser quebrado no dia do ato eleitoral. A DGS continua a estudar uma eventual redução do tempo de isolamento, disse ainda, desvalorizando as projeções que apontam para mais de meio milhão de portugueses isolados na semana da eleição. “Factos são factos, modelos matemáticos são modelos matemáticos”, apontou.

JN/MS

 

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