
“A única coisa que pedimos é que o processo seja transparente, e que haja uma proporcionalidade. O PTRR, que é um grande desafio, deve olhar para os territórios de uma maneira onde exista não só um critério claro, objetivo, mas que haja uma ponderação e, sobretudo, uma proporcionalidade”, disse Gonçalo Lopes, durante a apresentação de mais um conjunto de prejuízos, no Castelo de Leiria.
Confrontado pelos jornalistas sobre quando perspetiva receber os apoios do Governo, o autarca afirmou que não consegue responder a essa pergunta, referindo que “foi várias vezes anunciado que há 150 milhões de euros (ME) disponíveis na CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional] do Centro, portanto, estão lá depositados e irão ser distribuídos pelos municípios, eventualmente num sinal de adiantamento”.
Com um orçamento na ordem dos 180 ME, o Município de Leiria tem uma capacidade de endividamento bancário de cerca de 115 ME, acrescentou o autarca.
“O Município de Leiria tem capacidade financeira, é um município robusto, felizmente tem as contas em ordem, mas há outros municípios mais pequenos, cujos orçamentos são muito baixos, e eles estão com problemas de tesouraria”, adiantou, ao referir que a atual dívida bancária da Câmara é 7 ME.
Para o autarca, o “Estado português deveria rapidamente distribuir algum desse montante pelas autarquias, de modo a conseguir reforçar a sua capacidade de intervenção e de pagar as dívidas assumidas nas últimas semanas”.
O Município de Leiria anunciou que os prejuízos causados pelo mau tempo rondam os 1.000 milhões de euros e revelou que os custos com os equipamentos municipais e do Estado, e com as vias rodoviárias, ascendem os 243 ME.
O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, apresentou os valores estimados com o custo da reposição de infraestruturas públicas e coletivas, que incidem “sobre equipamentos e infraestruturas da responsabilidade do município”, mas também “daquilo que são os equipamentos das coletividades, IPSS [instituições particulares de solidariedade social] e também património religioso e infraestruturas do Estado localizadas no território”.
“O impacto é de 243.037.176,18 euros e vem confirmar que Leiria ficou no epicentro desta tragédia. Este valor não inclui propriedade privada, como habitações, empresas ou floresta. O impacto real no território é significativamente superior”, afirmou.
A este valor, acrescem os 792,8 ME divulgados pela autarquia em 18 de fevereiro: “Juntando este levantamento, que não tem a floresta, e o outro que já tínhamos anunciado, (…) podemos estar a falar de um prejuízo na ordem dos mil milhões de euros”, revelou.
NM/MS







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