Vítor M. Silva

Thanksgiving: Agradecer aos meios de comunicação da diáspora

Photo: @copyright

A excelência dos meios de comunicação social nas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo é um grande património que temos a sorte de manter.  

O novo relatório internacional sobre o consumo de notícias do Instituto Reuters aponta que os meios de comunicação social tradicionais em todo o mundo enfrentam uma forte concorrência das plataformas de redes sociais. Apesar disso, o relatório deste ano mostra também que os meios de comunicação locais, em muitos países, ainda se saem bem na disputa pela atenção com as grandes plataformas tecnológicas. O impacto das televisões, jornais e rádios da diáspora nas diferentes comunidades é de grande relevância. Estes meios de comunicação não são polémicos, críticos, mas sim amigos e, acima de tudo, informam como vão “as coisas” pelo nosso Portugal, e em cada um dos cantos onde, no mundo, se fala português. 

Esta comunicação social tem impacto nas redes, no público, também nas empresas e pode influenciar a resolução de problemas sociais, bem como a formação da opinião pública, ou seja, mudar a sociedade de uma forma geral num sentido positivo.  Gostaria de agradecer a todos os que, com grande sacrifício, mantêm a funcionar estas pérolas. Pérolas que devem ser distinguidas com as mais altas honras do Estado português, pois estas não só conservam a nossa língua como ainda informam sobre o que se passa na política, no desporto e na sociedade em Portugal. 

Embora vários meios de comunicação com sede nas comunidades portuguesas na diáspora enfrentem dificuldades financeiras, aquilo que estes mostram no dia a dia não revela dificuldade, mas sim dinâmica, profissionalismo e dedicação. 

Em todo o mundo e nas diferentes faixas etárias, existe um elevado grau de interesse pelas notícias locais. E os meios de comunicação locais também deveriam estar a ultrapassar as redes sociais como fontes de notícias preferidas dos Portugueses que vivem fora do território nacional e anseiam pelas notícias locais. O desafio é traduzir esse interesse e utilização em subscritores, ouvintes e leitores. 

Deixo uma sugestão para chamar a atenção dos jovens – paralelamente aos podcasts, que são mais usados por eles – é produzir mais vídeos de notícias para diferentes plataformas. As notícias que esta comunicação social difunde nunca correm o risco de serem falsas, sabemos que são fidedignas e genuínas. Os valores da ética e busca pela verdade são pilares que estão bem patentes. Estes são guardiões da informação e dão voz a quem não a tem. Sim, dar voz defendendo a verdade e a justiça para todos, é uma ferramenta poderosa para valorizar as comunidades, que muitas vezes são deixadas para trás pela media tradicional. 

O programa de apoio à comunicação social da diáspora portuguesa tem que sair das boas intenções e do papel e materializar-se.

“A comunicação eficaz é aquela que diz o que precisa ser dito, nem mais nem menos. Apenas o necessário!” Diego Wildberger

Vitor M. Silva/MS

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