Vítor M. Silva

José Duarte Alves – um bom exemplo

Na passada semana, o  Centro Cultural Português de Santos celebrou 130 anos da sua  fundação após a fusão do Real Centro Português com a Sociedade União Portuguesa, em 2010. 

José Duarte Alves. Créditos: DR.

Quero destacar a homenagem ao Comendador José Duarte Almeida Alves. O José Duarte, a quem tenho a honra de chamar de amigo, foi agraciado com a mais  alta distincão da cidade de Santos: a medalha Jose Bonifacio. A mesma medalha foi oferecida ao Centro Cultural Português de Santos fazendo assim história com a mesma condecoração a ser entregue  a uma entidade e seu presidente simultaneamente, pela primeira vez. Mas deixem-me partilhar uma particularidade. Quando em abril deste ano visitei aquele centro fiquei deslumbrado com uma sala em particular, dos muitos recantos deste belíssimo património. Uma sala diferente, harmoniosa, elegante. Soube agora que batizaram essa mesma sala com o nome “ salão José Duarte de Almeida Alves. Mas que gesto tão oportuno e feliz! O meu amigo José Duarte, tal como a sala, é firme, delicado e muito nobre. Eu revejo-me no Comendador José Duarte Alves como um bom exemplo de como devemos pautar a vida. As vezes que falei com ele pessoalmente ou pelo telefone (separam-nos 8 212 quilómetros – distância entre Toronto e Santos) foram de aprendizagem, sentindo que cada segundo se revelava um profundo e substancial aprofundamento do caráter de quem se distinguiu toda a vida sem ter de se “meter em bicos de pés “.

Escrevo este artigo de opinião para celebrar o facto de que as nosass comunidades espalhadas pelo mundo têm um valor incalculável e não reconhecido por quem nos governa . Exemplos como os do comendador José Duarte Alves levam-nos a perceber que a aposta de Portugal, concretamente do governo português, nas pessoas e nas associações, é dinheiro bem gasto e tempo ganho. 

O que esta grande referência da comunidade portuguesa no Brasil e no mundo conquistou faz dele uma figura prooeminente e notável na história do Brasil e de Portugal. Homens como este aproximam países, não “cavam”  distâncias. Quero aproveitar para estender as felicitacões a toda a ‘diretoria” que suporta as ideias deste grande visionário. 

Em jeito de conclusão, agradeço a amizade, mas, sobretudo, a incrível contribuição que José Duarte deu, e dá, à comunidade portuguesa que beneficia largamente desta forma de agir e de estar. Humildemente, depois de receber a citada alta distinção da parte do Perfeito de Santos, enfatizou dizendo que nunca fez nada na vida para receber medalhas e que não é esse o seu fim. 

Disse muito bem, mas este, como outros reconhecimentos, que já teve no passado, são mais do que justos,  são, no fundo, baluartes de uma maneira de estarmos nas diferentes comunidades espalhadas pelo mundo, trabalhando em função dos outros. Muito obrigado amigo José Duarte.  

 

“Há grandes homens que fazem com que todos se sintam pequenos. Mas o verdadeiro grande homem é aquele que faz com que todos se sintam grandes.” – G. K. Chesterton

Vitor M. Silva/MS

Redes Sociais - Comentários

Artigos relacionados

Back to top button

 

O Facebook/Instagram bloqueou os orgão de comunicação social no Canadá.

Quer receber a edição semanal e as newsletters editoriais no seu e-mail?

 

Mais próximo. Mais dinâmico. Mais atual.
www.mileniostadium.com
O mesmo de sempre, mas melhor!

 

SUBSCREVER