Vítor M. Silva

A liberdade através da Social Democracia

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Nasci em Portugal, depois do 25 abril de 1974, cresci e sempre vivi naquele país em democracia e em liberdade. Por vezes, quando temos algo por adquirido não lhe demos a importância merecida. Mas não é o meu caso, pois sou defensor de todos os valores que fizeram acontecer o grande Dia da Liberdade.

Também no Canadá, o país que me acolheu, encontrei os mesmos valores de dignificação e respeito pela liberdade e democracia. Sei bem da importância da liberdade, mas como dizia o filósofo inglês Herbert Spencer, “A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro”. 

Todos temos a liberdade de fazermos o que bem entendemos da nossa vida e até de dar uma opinião sobre a própria vida de outros seres humanos, mas tudo isto sempre com respeito pelo próximo. Muitas das vezes a nossa opinião é diferente da de outras pessoas, mas sem por isso ter que causar um problema. Podemos e devemos ter liberdade, mas sem esta nunca causar prejuízo noutros indivíduos. Aqui está o problema, causar prejuízo, e ninguém tem o direito de chamar a atenção para os seus problemas e prejudicar quem está no seu raio de ação.

Quero deixar claro que sou a favor de que lutemos pelos nossos direitos. O grande problema é que, muitas das vezes, uma parte luta pelos seus direitos e outros são pessoas infiltradas que se aproveitam da situação para fazer passar as suas políticas de extremos, seja à esquerda ou à direita. A linha vermelha a que dou título a este artigo está na constituição do país e nas leis que o regem. O que seria do dia a dia das cidades se ninguém parasse nos semáforos nas luzes vermelhas, nem cumprisse com os restantes sinais de trânsito? Por vezes, as greves sem sentido tiram o ganha-pão a tantos e tantos trabalhadores, tendo estas iniciativas danos económicos insustentáveis, que vai demorar tempo a recuperar. Não nos deixemos enganar pelas falsas notícias que circulam nas redes sociais e até nalguma comunicação social. A Liberdade e a Democracia não precisam de extremismos, precisam sim de compromissos, da social-democracia. Os sociais-democratas não devem ter vergonha dos seus ideais, pois até ver são os melhores para que os países possam crescer em riqueza, bem-estar e conhecimento. Quero aqui enaltecer a eleição de um social-democrata como Presidente da câmara de Nova York, Zohran Mamdani, sinal dos tempos que nos dão a esperança de que, afinal, a sociedade está a compreender o melhor caminho.

O Barão de Montesquieu resumiu numa frase tudo o que acabei de escrever dizendo “Liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis permitem.”

Vitor M. Silva/MS

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