OpiniãoAugusto Bandeira

Não há uma sem duas

Uma sem fim à vista… e veio outra para desestabilizar ainda mais e fazer tudo aumentar

Photo: @copyright

Sim, caros leitores, isto não está para brincadeiras, embora todos esperemos que dias melhores venham. Como não bastasse a Rússia ter invadido a Ucrânia, já lá vão alguns anos, e quando muitos pensavam que seria uma guerra rápida, a verdade é que o conflito se prolongou e não se vê ainda o fim à vista.

Lembramo-nos bem de que, no início, os preços dos cereais e de muitos outros produtos dispararam. Mais recentemente assistimos ao que aconteceu na Venezuela, quando o presidente Trump decidiu intervir e deter o presidente Maduro. E agora surge mais um conflito no Médio Oriente, que vem trazer ainda mais instabilidade ao mundo, sobretudo na área económica.

Por muito que nos custe ver, é necessário colocar um travão ao terrorismo. Essa realidade espalha-se rapidamente e infiltra-se um pouco por todo o mundo. Se não houver coragem para enfrentar esse problema, pouco a pouco acabam por ganhar terreno. E isso, certamente, é algo que ninguém deseja.

Sejamos realistas. Há sempre quem critique quem toma decisões ou tenta agir, mas também não apresenta soluções. Critica-se quem intervém, critica-se quem tenta impor alguma ordem, mas a verdade é que milhares de pessoas foram torturadas e sofreram durante anos. Era preciso que alguém tivesse a coragem de tomar uma posição.

Se essa intervenção foi bem organizada ou se houve falhas de informação, isso cabe aos especialistas e às autoridades avaliar e esclarecer. No entanto, é evidente que uma parte significativa da população mundial entende que era necessário agir, como fizeram os Estados Unidos juntamente com Israel.

Certo é que nada disto ficará sem consequências. Este conflito pode ainda alastrar a outros países se não houver o devido controlo por parte de quem tomou a iniciativa destes ataques. O terrorismo está espalhado por muitas regiões do mundo e nunca se sabe onde pode surgir o próximo foco de instabilidade.

Mas há outra consequência que sentimos quase de imediato, o aumento do custo de vida. A começar pelos combustíveis. Em poucas horas, aqui em Toronto o preço subiu cerca de seis cêntimos por litro, e em Portugal quase dez. E, segundo se diz, estes aumentos poderão manter-se durante algum tempo.

A grande questão é sempre a mesma, quando os preços sobem, sobem depressa… mas quando descem, raramente voltam ao que eram.

Hoje em dia, uma família vai ao supermercado e quando chega à caixa quase se assusta com o valor da conta. Não é fácil fazer uma gestão equilibrada com os salários que existem, sobretudo para famílias numerosas, com muitos jovens sentados à mesa.

Na verdade, ninguém aponta diretamente um culpado. Mas os aumentos acontecem e acabam por ficar. E surge então a pergunta, será que, afinal, o petróleo controla tudo?

Houve tempos em que, na Europa, se controlava a produção agrícola. Havia quotas e limites para cada país. Muitos pequenos agricultores foram desaparecendo, pouco a pouco, até deixarem de produzir até para consumo próprio.

Hoje vamos ao supermercado, olhamos para a secção das frutas e dos legumes e ficamos a olhar para os preços. E perguntamo-nos, será que no futuro voltaremos a cultivar para consumo próprio?

O mundo precisa de organizações fortes que defendam a paz, o respeito e os direitos humanos. Mas também precisa de equilíbrio e de bom senso, porque quando acontecem conflitos desta dimensão, há sempre uma grande parte da população que acaba por ficar ainda mais afastada do acesso aos bens essenciais.

Tudo faz falta no mundo. Mas há coisas que precisam de ser mais bem controladas para proteger as pessoas e garantir uma vida digna.

Bom fim de semana!

Augusto Bandeira

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