Cristina Da Costa

A voz da razão

Foto: MDC Media Group Inc.

Olá, muito bom dia, como está? Mais um fim de semana, este com sabor a liberdade. Amanhã dia 25/04 celebramos todos quer concordemos ou não, a revolução pacífica de 1974 que acabou com a ditadura. Volvidos que estão 52 anos após esta celebre data. E, claro está, mais um feriado em Portugal que antecede outro do dia 1 de maio, Dia do Trabalhador. Grande país, nem sei como a roda “gira” com tantas interrupções. Enfim, adelante…

Mas em cima da mesa, o tópico é bem mais aguçado. Tenho por norma não querer, nem gostar de colocar sal na ferida política e, muito menos, na religiosa, por isso faço aqui apenas o enquadramento do que está em causa. O jornal Milénio debate esta semana a questão de diferença de opiniões entre dois cidadãos americanos, cada um deles com altos cargos de poder no mundo. Um por ser presidente de uma nação, outro porque é o líder religioso ao mais alto nível no mundo Cristão.

Então, em que ficamos?

Papa Leão, XIV, eleito no mês de maio do ano transato de 2025, nasceu sob o nome de Robert Francis Prevost em Chicago, nos EUA, a 14 de setembro de 1955.

As polémicas entre estas duas entidades, estão inseridas nada mais nada menos sob os temas da Paz e da Guerra. 

A polémica recente (deste mês de abril) que envolve o Papa Leão XIV e Donald Trump, e centra-se numa troca de “farpas “públicas sobre política externa, mais concretamente em relação ao Irão e à guerra no Médio Oriente, onde o presidente “tresloucado” dos EUA chamou o Papa Leão XIV de “fraco no combate ao crime”, “péssimo em política externa” e alguém que “cede à esquerda radical”. Trump também sugeriu falsamente que o Papa aprovaria o Irão de ter armas nucleares e acusou o Sumo pontífice de não compreender a ameaça iraniana.

Claro está que não há ida sem volta e o Papa Leão XIV apelou desde a Basílica de São Pedro para acabar com a “loucura” da guerra no Médio Oriente, descrevendo-a como uma “idolatria ao dinheiro” e “exibição de força”, o que foi visto como uma crítica direta à administração Trump.

Ai, ai, ai, mentes poderosas em ambas a partes. Trump retaliou com algo que não lembra nem a quem já faleceu no seculo XV, nada mais nada menos do que a publicação e consequente “desfazer” de uma imagem gerada por inteligência artificial (IA) que o retratava como Jesus Cristo curando enfermos, logo após criticar o Papa, o que gerou indignação entre bispos católicos e conservadores.

Papa Leão XIV afirmou que “não tem medo do governo Trump”, lamentou a instrumentalização da fé para fins políticos e declarou que não tem “interesse em debater” com o presidente, mantendo suas críticas à guerra.

Posto isto, acabaram de criar mais uma guerra dentro da guerra. No entanto, uma coisa é mais que certa – Trump tem de ser colocado no seu devido lugar, uma vez que já é considerado “uma ameaça global”, antes que ele conduza o mundo a uma guerra nuclear.

É o que é e vai valer sempre o que vale. Cansativo este mundo que poderia andar a navegar “por marés mais calmas”.

Fiquem bem e até já!

Cristina DaCosta/MS

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