A perda de pulso…

Olá, muito bom dia, meio de maio e bora lá… mais uma corridinha a não sei o quê. Estão bem? É isso que mais interessa. Pela nossa província e cidade grande, a questão é a crise imobiliária. Não é novidade, certo?
O que também não vem a ser novidade é a perda de empregos. Efetivamente, a taxa de desemprego está a crescer cada vez mais e, depois, há ainda a questão dos juros do crédito à habitação.
E cada vez mais o cinto aperta… que vai ser deste grande país? E onde estão os nossos governantes para apoiar as pessoas que estão na iminência de perderem o seu teto?
Vamos lá tentar perceber melhor o que se passa – o mercado imobiliário na província do Ontário, especialmente na região de Toronto, continua a enfrentar um ajuste prolongado neste ano de 2026, caracterizado por vendas baixas, queda de preços e um excesso de oferta de condomínios. As vendas residenciais caíram significativamente no início de 2026, com especialistas a prever novas quedas de preço devido ao alto desemprego e ainda pelo facto de estarmos em período de renovações de hipotecas.
Principais aspetos da crise em 2026
- Queda nas Vendas: A região de Toronto registou o menor número de vendas em 25 anos em 2025, um cenário que se mantém em 2026, com quedas de 16,2% em janeiro face ao ano anterior.
- Correção de Preços: Após o pico de 2022, os preços médios no Canadá caíram cerca de (21%). Em Toronto, prevê-se que os preços das casas possam cair mais (4,5%) em 2026.
- Excesso de Oferta de Condos: Uma onda de novos projetos de condomínios concluídos, especialmente após a pandemia, gerou excesso de oferta, pressionando os preços de revenda e aluguer para baixo.
- Construtoras em Retração: O alto custo de construção e a desaceleração do mercado levaram a uma queda no início de novos projetos.
- Desafios para Compradores: Apesar da correção, os altos juros e o custo de vida tornam o acesso à habitação desafiador, com o preço médio no Canadá ainda alto, a ultrapassar os $673.000.
O cenário reflete uma mudança de um mercado de vendedores para um mercado mais equilibrado ou de compradores em certas áreas, com perspetivas de estabilização a longo prazo, mas com dificuldades imediatas de acessibilidade.
Como podem perceber, há que pensar no dia de amanhã e guardar umas pepitas nem que sejam de sal para temperar o manjar. Estas gerações tem tendência a viver só o “agora”, mas à moda antiga também não é má ideia – guardar uns trocos para o que der e vier. E o que é e vai valer sempre o que vale.
Muito obrigada e até já,
Cristina DaCosta/MS




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