Augusto Bandeira

Semana com muita trovoada para os lados de São Bento

parliament - milenio stadium

 

Nem tudo o que brilha é diamante, semana com muita trovoada para os lados de São Bento.
Mesmo com maioria, Portugal neste momento tem um governo fragilizado, os rapazes fazem de tudo para se destacar, até conseguem passar de políticos a rapazotes.

Quando as pessoas não sabem ocupar o lugar e querem mostrar que existem e que fazem parte do governo, as coisas acabam com nota negativa. Pedro Nuno Santos já vem desde há muito tempo a querer mostrar aos seus camaradas que quer ser líder do partido um dia, e tanto se esforça que só faz asneira. Parece um rapaz na primária. Ao que este governo chegou, com todo os respeito, mas pelas bandas de São Bento a orquestra não toca em sintonia, uns andam em sol e outros em fá. Muito mau quando coisas deste tipo passam para o exterior. Pedro Nuno Santos foi obrigado (porque quem tem ouvido este senhor a falar, percebe que tem uma arrogância do tamanho do mundo), a assumir em frente às câmaras uma falha infeliz. Assumiu o que queria que tivesse sido uma obra de arte, mas ainda teve a coragem de dizer que nada mancha o trabalho que tem sido feito em conjunto com o primeiro-ministro. Mas eu pergunto: que trabalho em conjunto quando faz um despacho sem autorização e sem o primeiro-ministro ter conhecimento? Teve a lata, assim se deve chamar, de dizer que “queremos ultrapassar este momento, retomar o trabalho em conjunto e reconstruir a relação”, isto mesmo só em Portugal. Quando um primeiro-ministro diz que foi cometido um erro grave, mas ao mesmo tempo diz, “prontamente corrigido”, ora bem, isto é quase como dizer “cometam lá uns erros que eu estou atento e tudo se resolve”. E assim está o país a ser governado em mesas redondas por meia dúzia de cabeças quadradas. Se tal coisa tivesse acontecido num país civilizado este ministro era automaticamente demitido, era logo apontada a porta de saída. Isto deixa Portugal como um país de segunda. Afinal onde está o trabalho em equipa? Afinal onde está o trabalho para o bem do país? Na minha opinião, o primeiro-ministro cometeu um erro quando diz que não sabia da existência daquele despacho, afinal disse tudo: não há comunicação no aparelho governativo, cada um rema como pode e o povo paga.

Isto é tão vergonhoso e estranho porque não é possível um ministro anunciar uma decisão para um país que vale para os próximos 50 a 100 anos. Disse e muito bem o presidente da Câmara do Seixal, que vergonha devia de ter o Pedro Nuno Santos ao ver o seu chefe a suspender tudo e voltar à estaca zero. Como podem ver, em política vale tudo e uma grande percentagem está na política pelos interesses pessoais e não pelo melhoramento do país. O primeiro-ministro demonstrou uma falta de coragem e de capacidade ao não demitir o ministro, se bem que ainda o pode fazer. Aos socialistas que isto lhes sirva de lição e, não deixem este senhor chegar a líder do partido, mas atenção é medíocre o que faz como o que aceita a decisão, o erro grave. O primeiro-ministro foi mais longe na negativa ao dizer que o ministro não agiu de má-fé, mas isto nem dá para acreditar, então isto não passou de uma brincadeira? Os ministros estão lá para brincar às casinhas? Desculpem, mas ali não é um infantário. Também houve os que ficaram com o coração apertado, foi a ministra da Coesão com pena do ministro pelo erro que cometeu, aquilo foi uma atrás da outra e qual delas a pior, deve ter sido com pena do ministro poder perder o tacho que tem. Espero que a oposição abra os olhos e apresente soluções credíveis para o país, porque o Presidente da República continua com a mesma conversa como sempre, tem que se apurar as verdades, etc.. Desta vez culpou o Costa por manter o Pedro, mas teve a coragem – e aqui eu fiquei admirado – de dizer que duvida que Pedro Nuno Santos seja a pessoa certa para preencher as condições para a solução do novo aeroporto. Deixou várias indiretas ao primeiro-ministro, agora esperemos que o mesmo tenha compreendido e que rapidamente faça escolhas para fazer o que prometeu. Sem pessoas capazes nada se consegue, como tudo na vida – governar, trabalhar, entre outras coisas, se não for em equipa não se consegue nada. Este governo mesmo com maioria já demonstrou que pouco vai fazer porque equipa de confiança parece que não existe.

Viva Portugal no seu maior, façam as coisas em equipa porque a união faz a força, em equipa consegue-se fazer muito mais.

Bom fim de semana.

Augusto Bandeira/MS

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