Augusto Bandeira

Respeito acima de tudo, é uma coisa que nasce no berço e muitos nunca aprenderam nem sabem o que é

Cada vez mais me convenço que uma grande percentagem tem títulos, mas pouco sabem defender aquilo para que foram nomeados, usam com arrogância e demonstram uma forte incompetência da forma como se expressam. É muito triste, mas é uma realidade.

Há um ditado muito antigo que diz “quem diz o que sente, ouve o que não quer”. É velhinho, mas cabe de carapuça a muita gente. Em todas as áreas profissionais há títulos, mas o mal é quando lhes chega à ponta do nariz, neste caso concreto foi um político que nada sabe a não ser política pobre, já vem do tempo do Guterres, passou pelo Sócrates e agora está com o Costa, o percurso político diz tudo da capacidade, eles juntam-se em grupos. Atualmente ministro dos Negócios Estrangeiros, lá com a sua escassez e pobreza de espírito, julgando-se dono do nada, mandou umas bocas afirmando que as “pessoas do Norte têm uma certa dificuldade em distinguir o trabalhamos do presente do trabalhámos do passado”. Estas palavras saíram da boca do senhor ministro dos Negócios Estrangeiros. Isto foi quase um tipo de atestado de burrice ao Norte e quem não se sente não é filho de boa gente, mas alguém os teve no sítio e mesmo sendo do mesmo partido enviou-lhe um excelente recado, como já o tinha feito aquando das pobres declarações da TVI sobre o Norte – Sílvia Torres, deputada do PS na Assembleia da República eleita por Viana do Castelo, natural de Ponte da Barca. Se há tempos atrás foi a TVI que levou recado, agora a deputada apontou e reforçou baterias ao ministro dos Negócios Estrangeiros. Muito bem-ditas, merece aplausos e haja coragem assim em todos os eleitos pelo povo, não importa a cor política pela qual forem eleitos, respeitem e saibam ser alguém porque muitos abrem a boca e perdem tudo o que lhes atribuíram. Meus caros assim o penso eu, o segredo está escondido e o importante é conhecê-los porque quando os descobrimos e não se sabem defender ficam revoltados julgando que vão perder o lugar e não conseguem uma resposta com respeito a não ser ofender.

Sílvia Torres, além de muitas que disse sobre como as pessoas do Norte se identificam, teve a coragem de dizer que, “Ser do Norte é do c***lho”. Muitos parabéns, devemos de lhe tirar o chapéu, porque eu reforço ainda mais entre todas as frases usadas que só quem conhece bem o Norte, mais propriamente o Minho, percebe tudo o que ela disse e todo o nortenho que não ficou indignado que não diga que é do Norte, porque Sr. ministro nós somos mesmo assim! Adoramos ser diferentes porque o Sr. não passa de um “broeiro” (rude). Com muito orgulho e bem-dito pela Sílvia sabemos “bergar a mola”. Além de tudo demonstrou não passar de um “azeiteiro” (armante), e demonstrou ser um “borra-botas” (zé-ninguém). Portugal não precisa de governantes como o Sr. “lingrinhas” (fraquinho), o Sr. se calhar esquece-se que quem trabalha a “brunir” (passar a ferro) a sua roupa é do Norte, porque sabe “bergar a mola”. O que o Sr. acabou de mostrar a quem está atento, que gosta de coisas em “barda” (grande quantidade), e por isso dedicou a vida inteira à política porque não sabe “bergar a mola”, para mim este Sr. ministro e muitos como este que julgam que o Norte é atrasado e não tem competência e julgam que sabem, mas nada de especial apresentam a não ser tentar tirar vinho de onde outros nem água conseguem tirar, estes tipos de pessoas não passam de um “trengo” (palerma). Assim se usam estas palavras no Norte e com muito orgulho porque foi onde nasceu Portugal, temos “chieira” (vaidade), gostamos de dançar folclore, mas sabemos e é o do Minho que representa Portugal, sabemos receber como ninguém, cozinhar como poucos e ainda sabemos comer à mesa em família, coisa que se calhar o Sr. não sabe e não passa de um “fraldiqueiro” (pessoa mal-arranjada).

Com todo o respeito para com todo o cidadão em geral isto só serve de carapuça a quem se identifica com as palavras do Sr. ministro e acha que ele tem razão no que disse sobre o Norte. Espero que os nortenhos não sejam “sonsas” (pessoas falsas), que se orgulhem e defendam que serem do “Norte é do c***lho”.
Viva o Norte e viva Portugal.

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