Augusto Bandeira

Que tipo de Presidente é que Portugal precisa?

E afinal, quem poderá vir a ser o próximo?

Photo: @copyright

Eu, muitas vezes, fico a olhar para certas coisas que me deixam de boca aberta, e o mais interessante é tentar perceber as qualidades do ser humano. Será que o que hoje é verde amanhã passa a outra cor, mesmo continuando verde por natureza? Vivemos tempos em que o nosso país, e o mundo, pedem seriedade, estabilidade e bom senso.

Por isso, quando olho para as próximas Eleições Presidenciais, marcadas para 18 de janeiro de 2026, acredito que o essencial não devia ser “quem grita mais alto” ou “quem tem mais promessas”, mas sim quem está verdadeiramente à altura da responsabilidade histórica de representar Portugal com dignidade, equilíbrio e sentido de Estado. 

Para mim, o perfil ideal de Presidente da República deve reunir: integridade e espírito de Estado, alguém que não esteja preso a interesses partidários nem a pressões, mas que represente o país como um todo. Respeito pela Constituição, pelas instituições democráticas e pelos valores fundamentais da República, sem cedências a populismos ou atalhos fáceis. Capacidade de ouvir, dialogar e unir os portugueses, em vez de os dividir. Humildade, sensibilidade social e proximidade com a realidade do povo, conhecendo as dificuldades de quem vive no interior, nas cidades e nas regiões mais esquecidas. Visão de futuro, maturidade e dignidade institucional, representando Portugal com firmeza no exterior e dando exemplo de responsabilidade.

Em resumo: o que conta não são promessas grandiosas, mas carácter, compromisso com o país e consciência da responsabilidade.

Quem está na corrida, e porquê tantas candidaturas? Para um país tão pequeno, a lista de candidatos é longa. 

E as sondagens mostram que nada ficará resolvido na primeira volta, o que aponta para uma segunda volta no dia 8 de fevereiro. Entre os candidatos estão, Luís Marques Mendes (PSD), Henrique Gouveia e Melo (independente, ex-almirante, figura pública com posições muitas vezes pouco claras), André Ventura (CHEGA), António José Seguro (PS, regressa após 10 anos afastado), João Cotrim de Figueiredo (Iniciativa Liberal), António Filipe (PCP), Catarina Martins (BE), Jorge Pinto (Livre), Manuel João Vieira (independente, músico). Ao todo, são nove candidatos. Será mesmo necessário tantos?

A responsabilidade do eleitor, com tantas candidaturas e sondagens a oscilar, o eleitor tem uma grande responsabilidade. É por isso que acredito que a escolha deve basear-se menos nos rótulos de direita ou esquerda e mais em, carácter pessoal, honestidade, coerência e humildade, compromisso real com o país, não com partidos, capacidade de unir e representar todos os portugueses, sem exceção, sensibilidade social e entendimento da vida real das pessoas, visão de futuro e sentido de Estado, não ambições pessoais, capacidade de diálogo e mediação, especialmente num tempo em que a política vive muito de popularidade fácil. E, olhando para o panorama atual, nota-se que alguns candidatos parecem mais preocupados com a sua promoção pessoal, ou com a do partido, do que com o país.

O que eu gostava, que não que dizer que mude as ideias, só espero que, e é uma opinião pessoal, as presidenciais de 2026 sejam uma oportunidade histórica para escolher quem realmente merece liderar a República Portuguesa. Não importa se é de direita, esquerda ou centro. O que conta é a capacidade de unir, representar e servir Portugal com dignidade. Cada eleitor deve votar com consciência, serenidade e responsabilidade.

E digo isto com franqueza, preocupa-me ver algumas pessoas apoiar políticos que, na minha opinião, não reúnem as qualidades necessárias para o cargo. Nenhum dos candidatos cumpre, na totalidade, aquilo que Portugal realmente merece, mas há um que se aproxima mais do perfil exigido.

Na minha opinião, com todo o respeito, Luís Marques Mendes é o único que está mais próximo do tipo de Presidente que o país precisa, sucedendo com mérito ao lugar hoje ocupado por Marcelo Rebelo de Sousa.

Bom fim de semana!

Augusto Bandeira/MS

Redes Sociais - Comentários

Artigos relacionados

Back to top button

 

O Facebook/Instagram bloqueou os orgão de comunicação social no Canadá.

Quer receber a edição semanal e as newsletters editoriais no seu e-mail?

 

Mais próximo. Mais dinâmico. Mais atual.
www.mileniostadium.com
O mesmo de sempre, mas melhor!

 

SUBSCREVER