Augusto Bandeira

O mundo está cada vez mais velho

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Créditos: DR.

Portugal, um país habituado a exportar pessoas, neste momento é um dos países do mundo com uma fatia elevada da população idosa.

Por todo o mundo já há mais idosos, mais pessoas atingir o centenário e cada vez menos crianças a nascer. Daí que cada vez haja menos juventude, não vai ser fácil a população adaptar-se a novas vivências, aceitar pessoas a desempenhar um papel ativo até mais tarde do que o habitual. As políticas de saúde vão ter um papel importante na saúde dos idosos. É uma área que precisa de desempenhar um papel crucial nos efeitos do envelhecimento da população. Entretanto e enquanto as coisas vão mudando com as novas tecnologias, os idosos mais saudáveis vão ser capazes de continuar a trabalhar por mais tempo e até com mais energia, o que por outro lado pode resultar em menos custos com a saúde da população em gera.

Já se vê pessoas reformarem-se cada vez mais tarde. Estudos feitos por chineses indicam que um dos fatores que justificam a falta de jovens é que nos países com economias estáveis as mulheres adiam o plano familiar, isto é, o ter filhos, por razões profissionais. Colocam os empregos em prioridade. Por essas razões, a família passa a segundo plano e, daí que o número de filhos passe a ser menor, também pelo custo de educar um filho. Em países mais desenvolvidos os custos são elevados. Hoje uma família para dar uma educação até o mesmo terminar o ensino superior, tem custos muito elevados. Não é fácil. Ao contrário, em certos países menos desenvolvidos, as mulheres dedicam-se mais a serem donas de casa, daí as famílias serem mais numerosas.

A redução da natalidade pode vir a ser um problema a nível mundial muito grave. Se não houver jovens para substituir os idosos, um dia também não vai haver dinheiro para as reformas, daí a razão de cada vez mais há um número maior de pessoas que se reforma mais tarde, também porque se sente com energia e, em muitos casos conseguem fazer mais e mais rápido que os mais jovens.

Se recuarmos aos anos 60, percebemos que cada família tinha no mínimo quatro a seis filhos, hoje anda-se pelos dois a três. Isto parece que não, mas reflete-se no que hoje se vive – falta de juventude e mão de obra em todos os setores. Parece mal dizer isto, mas se a contagem for bem feita um dia pode vir acontecer haver mais avós do que netos. Também não nos podemos esquecer que nos anos 60 a média de vida era 60 anos, hoje a média situa-se entre os 70 a 85 anos. Está provado que Portugal, atualmente, tem 20% da sua população na terceira idade e esta percentagem está em crescimento. O futuro não traz muito de bom com o avançar da idade, além de se ter de trabalhar até mais tarde, o que até pode ser saudável.

Se repararmos, em 2006 por cada 100 jovens havia 112 idosos, o aumento nos 10 anos seguintes foi assustador, passou a 154. A continuar com este ritmo a economia de todos os países vai sentir um abanão. No meio de tudo isto e para agravar ainda mais, fomos confrontados com uma pandemia que está a ter um efeito de pobreza nas famílias.

Para o bem de quem está na lista de envelhecimento não são só noticias negativas, no passado recente as pessoas mais velhas nunca foram consideradas como contribuintes para o desenvolvimento e, neste momento e mais ainda no futuro, são vistas dessa forma. As pessoas idosas vão contribuir para o desenvolvimento. Um dos últimos estudos do INE diz que o número de pessoas com 80 anos vai triplicar até 2050, por isso meus caros amigos tratem bem da saúde porque vamos ter de continuar a trabalhar. Com menos crianças a nascer, menos jovens, que a longevidade continue a aumentar mesmo que se tenha de trabalhar.

Bom fim de semana e tratem bem os mais velhos.

Augusto Bandeira/MS

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