Augusto Bandeira

Nos dias de hoje é assustador, mas será verdade? Dois milhões de pessoas a pedir ajuda ao Banco Alimentar

Photo: @copyright

Meus caros leitores, estamos a chegar ao final de 2025, em plena época natalícia, e voltam a surgir notícias que indicam que cerca de dois milhões de pessoas recorrem ao Banco Alimentar. Este número impressiona e levanta uma pergunta inevitável: será que estamos mesmo perante tanta pobreza ou estaremos perante um problema que resulta também de políticas pouco eficazes ao longo dos anos? 

É evidente que existe pobreza em Portugal, e quem precisa verdadeiramente deve ser apoiado sem hesitações. Mas também é um facto que muitos setores continuam com falta de mão-de-obra, agricultura, construção, hotelaria e serviços. 

Os empresários queixam-se de falta de trabalhadores, e ainda assim ouvimos que quase 20% da população vive em situação de pobreza. Há aqui um contraste que merece ser analisado com ponderação. Ao longo das últimas décadas, várias medidas políticas foram mais focadas em criar dependência do que em promover autonomia e capacidade de trabalho. E quando se está na oposição, é sempre mais fácil prometer tudo a todos, mas o país, tal como qualquer família, só pode dar aquilo que realmente tem.

Nos últimos tempos, discutiram-se temas importantes como propinas, impostos ou apoios sociais. Independentemente das posições partidárias, é fundamental que as decisões públicas sejam tomadas com responsabilidade e que sirvam o interesse geral, evitando favorecer apenas determinados grupos, sejam os mais ricos ou os mais dependentes do Estado.

Outro ponto que raramente chega às notícias é o reforço da fiscalização. Muitas pessoas perderam recentemente o subsídio de inserção por não cumprirem os critérios legais. Isto mostra que, durante anos, houve falhas de controlo que criaram perceções pouco rigorosas sobre a verdadeira dimensão da pobreza no país. Sim, existe pobreza em Portugal, mas talvez não na dimensão apresentada por alguns números. É essencial diferenciar quem precisa realmente de apoio de quem beneficiou de políticas mal estruturadas que criaram dependências injustificadas. Nesta época do ano, mais do que nunca, a solidariedade é importante. E poucas entidades conhecem melhor a realidade das famílias do que as IPSS e instituições de caridade, que sabem exatamente quem necessita de ajuda. Um cabaz, um donativo ou um pequeno gesto podem fazer toda a diferença. Podia nomear algumas medidas propostas pelo governo que foram rejeitadas pela oposição, para beneficio de um pequeno grupo, isto para dizer votaram contra politicas corretas só para dizer, presente. A oposição está longe de fazer um trabalho qualitativo, por isso o partido do governo sobe as intenções e a oposição baixa.  

Ainda não é o momento para desejar um Feliz Natal, esse tempo chegará.

Por agora, deixo apenas um sincero voto de bom fim-de-semana.

Augusto Bandeira/MS

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