Augusto Bandeira

Faz falta mudança, mas a qualidade faz a diferença

Photo: @copyright

Caros leitores, esta semana vou tocar num assunto de que muito se fala, com o qual muitos concordam, mas que poucos têm coragem de abordar.

Sabe-se que as mudanças fazem falta e são urgentes, mas, ao mesmo tempo, é preciso “virar a mão” e ver as coisas pela ótica da qualidade. Muitas vezes ouve-se dizer que a juventude está perdida, que não sabe, que pertence a uma geração sem futuro. Sim, também acredito que há casos assim, mas não se pode colocar toda a gente no mesmo saco.

Sem dúvida que quantidade não é qualidade, e nem se consegue, com excesso de quantidade, apresentar boa qualidade. Dou um exemplo simples: um chefe é convidado a fazer um arroz malandrinho para 10 pessoas, saiu um pitéu de se lhe tirar o chapéu! Depois, pediram-lhe o mesmo prato para 100 pessoas… foi um autêntico fracasso. Isto acontece quando se quer abraçar tudo e se julga ser o melhor. Não se pode confundir quantidade com qualidade.

Há grupos que muitos defendem como sendo de grande qualidade, quando na verdade confundem número com valor. E há quem despreze outros só porque são pequenos, julgando, erradamente, que pouca quantidade é sinónimo de fraca qualidade.

Isto deve servir de reflexão.

Todos sabemos que certas instituições prestam serviços importantes, e que o seu propósito devia ser unir a comunidade, mas, pelo contrário, acabam por desunir. Inventam-se calúnias, criam-se divisões, e há quem olhe de lado para o outro sem motivo algum.

Falta coragem para “virar a mão” e reconhecer o que é realmente bom. Mais do que nunca, a comunidade deve manter-se unida e ajudar-se mutuamente, só assim se melhora a qualidade e se concretizam grandes projetos.

Foi esta a razão que me levou a escrever este artigo. Como se dizia que “ninguém gosta de…”, ou que “disseram isto ou aquilo…”, eu prefiro ver e ouvir para poder crer.

Não se deixem influenciar por quem não gosta de A ou B, muitas vezes, quem assim fala não tem coragem de enfrentar olhos nos olhos.

No passado fim de semana, tirei um pouco da noite de sábado para dar uma volta e sentir a atualidade da nossa cultura. Embora esteja sempre atento, confesso que, na festa de São Martinho da ACMT, fui surpreendido, e pela positiva. Ao contrário do que alguns diziam, fui recebido com respeito e simpatia. Revi amigos e colegas, e notei o essencial, as pessoas passam, os clubes ficam.

Deparei-me com um grupo de jovens muito unido e com um rancho de grande qualidade, desde a coreografia ao entusiasmo e à alegria.

Tive ainda o prazer de conversar com duas diretoras da casa, acabamos por ficar na mesma mesa, mas o mais importante foi o que vi em palco.

Como defensor da união e da qualidade, fiquei verdadeiramente feliz. Parabéns a todos os envolvidos e um especial louvor às ensaiadoras Tânia Angeira e Anabela pelo excelente trabalho.

Não deixem cair a qualidade nem o espírito de grupo.

Aceitem as críticas construtivas, mantenham a união e continuem a apostar na juventude e no projeto da Escola de Folclore, tenho a certeza que vai ser um sucesso, espero que tenham mutas ajudas, bem merecem.

Muitos parabéns a todos os que promovem a união e a qualidade. Aos que confundem quantidade com qualidade, comecem a pensar na qualidade, e não deixem de frequentar espaços onde está alguém de quem não se gosta, isso é muito baixo, não confundam gostar ou não gostar com o respeito.

Bom fim de 

semana!

Augusto Bandeira/MS

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