Augusto Bandeira

E tudo volta ao normal, sonharam alto demais e o tiro saiu pela culatra

Outros cada vez ficam mais arrogantes, julgam que por estarem no poder podem, querem e mandam.

O engraçado disto tudo é que, coincidência ou não, estamos numa de eleições – umas que terminaram, para muitos da pior forma, outros em campanha, mas para mim suja, isto do outro lado do Atlântico, no nosso lindo país. Mas vou em poucas palavras dar a minha opinião sobre as recentes eleições neste maravilhoso país, que de certeza que o primeiro-ministro Justin Trudeau, após ter conhecimento dos resultados, se deve ter arrependido em ter convocado eleições. Foi ganancioso, e é aqui que o tiro lhe saiu ao lado – julgava que os canadianos andavam a dormir, mas não, andam bem acordados. Como as coisas correram mais ou menos, até foi muito bom em comparação a outros países. A organização e preocupação em vacinar o maior número de pessoas possíveis, temos que admitir que correu muito bem.

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Créditos: DR

Ele julgou, ao ver tantos elogios, que era a altura certa para ir a votos e assim sair com uma maioria – correu muito mal, o primeiro-ministro ficou sem sangue, notou-se nele a desilusão total, e não tem a noção do recado que lhe deram, acho que ainda não percebeu o que o cidadão quis dizer ao não lhe dar a tal maioria desejada. Meus amigos, o povo não queria eleições, mas ele julgava que ia conquistar o poder com uma maioria só que ficou exatamente tudo na mesma, pelo contrário quase perde alguns MP de qualidade que não mereciam.

Isto nos dias de hoje vale tudo, gasta-se 610 milhões como que nada seja, e o povo em certas partes tem memória curta – basta uma promessa de alguns tostões ficam todos alegres. Que esta convocatória sirva de lição a outros no futuro, trabalhem em democracia e não com arrogância. Dá-se e promete-se o que se pode e governa-se o país e não pessoas.

Mas o mesmo está a acontecer em Portugal, no nosso bonito país. O primeiro-ministro, cada vez mais arrogante e convencido, que até já começa a cheirar mal. Nunca tanto se viu um primeiro-ministro envolvido em campanha para as autárquicas como desta vez, tem a bazuca na mão e dispara para todo lado. Os portugueses têm uma memória muito curta ou então vivem de promessas coloridas, todos concordamos que todo o cidadão que trabalha e faz pela vida merece ter uma certa qualidade, desde que trabalhe para isso e se esforce, mas ajudar quem não trabalha é um erro que se cometeu no passado e levou o país a uma bancarrota. Portugal está cada vez mais endividado e continua-se a prometer mundos e fundos! Ah, esperem aí, depois chama-se o os outros para arrumar a casa! Isto é de loucos! O Costa, nos últimos dias de campanha para as autárquicas, centrou o discurso na chamada bazuca, isto é, aos apoios vindos da União Europeia. Também usou alguma estratégia da pandemia, e o povo como tem memória curta vai na onda.

Temos muitos candidatos a serem investigados por corrupção, mas já toda a gente se esqueceu e o Costa lá anda continuamente a repetir em todo lado o mesmo discurso de que a bazuca vai permitir às autarquias melhorar o futuro das populações. Isto só acontece mesmo em Portugal, o povo demonstra um analfabetismo em relação à política correta. Eu começo a acreditar que Portugal vai a caminho de uma Venezuela. Eu levo para a brincadeira, mas muitas vezes questiono a minha pessoa se vivemos no planeta certo ou se eu estou no errado.

Em Portugal basta prometer o impossível, todos acreditam, e assim, meus caros amigos, o PS vai conseguir uma vitória de arromba. A fatura vem a seguir: aumento de impostos, da luz, dos bens essenciais etc. Há dias falava com um amigo, nas portas da reforma, grande empresário no passado recente, que me dizia o seguinte: “hoje só vive mal em Portugal quem não quer trabalhar”. Eu respondi-lhe, “meu caro amigo, acha que com o custo de vida que tem Portugal quem ganha o ordenado mínimo consegue ter uma vida boa?”. Esperei resposta mas ele não conseguiu responder, porque sabe que a maioria vive do ordenado mínimo para outros levarem o bolo cheio e ainda por cima entram na política e em pouco tempo conhecem os cantos à casa e passam a viver na sala da corrupção. Isto acontece porque nós queremos, porque em altura de eleições devíamos de lhes dar um cartão vermelho e mandá-los ir trabalhar. Sabem que o pouco sabe bem e o muito aborrece e ganha-se vícios.

Façam pela vossa vida e não esperem nada dos políticos (alguns).

Bom fim de semana.     

Augusto Bandeira/MS

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