Augusto Bandeira

Com as portas abertas e sem alarme ligado, veio o assalto ao poder

Com as portas abertas e sem alarme - portuga-mileniostadium
Crédito: DR.

Uma guerra difícil de compreender… que pena não haver novas gerações a lutar pela liderança.

Como sabem sou social-democrata, mas se tiver que fazer uma crítica na crónica de opinião sobre o partido, faço sem problema nenhum. Já fiz no passado e até enviei uma carta, (claro que não valeu de nada, já estavam aí a abanar a cabeça, credo deixem-me acabar), sim enviei uma carta, na altura, ao primeiro-ministro Dr. Passos Coelho a mostrar o meu descontentamento com o tratamento que o governo estava a dar às PME, Pequenas e Médias Empresas. Na altura o governo de Passos Coelho andava a tratar do mal que outros deixaram, e que levaram o país à bancarrota. Tiveram que se tomar medidas que prejudicaram muitas empresas, especialmente as empresas médias e empresas familiares, mas meus amigos o país caminha a passos largos para a mesma situação. Os atuais governantes estão com a mesma atitude do governo que nos levou à última bancarrota. Os socialistas são excelentes a fazer destas coisas, eles incentivam e escondem a corrupção, mas o povo gosta. Assim continuando vão ser precisas medidas e cortes apertados. Alguém já está de mão estendida para receber a troika novamente, atenção esperemos que não, mas se continuarem a fazer asneiras como têm feito e a darem exemplos tristes vai ser o mais certo. Paga Zé povinho.

Nada de estranhar com as últimas eleições autárquicas e com algumas surpresas nos meios mais importantes, o PS está, já o demonstrou, num estado de esgotamento e com uma clara incapacidade em continuar a governar. Está à vista. Até as primeiras eleições não as ganhou, com a ganância do poder, como o Costa tem desde o tempo da faculdade, ele e o PS, fizeram um assalto ao poder fazendo um acordo com a esquerda. Quebrou com a constituição, o sistema tornou-se, por um lado, mais parlamentar, e o projeto político do partido vencedor das eleições contou menos que uma união entre partidos de esquerda e dos projetos políticos dos partidos menos votados com representação na Assembleia da República. O atual primeiro-ministro já antes, no interior do seu próprio partido, cheirou a oportunidade e fez um outro assalto retirando o Seguro para ele entrar como Secretário-Geral do PS. O boneco teve um bom faro, cheirou-lhe… Como se recordam na última campanha para as autárquicas andou perdido, já prometia tudo, pouco faltou para prometer que dava uma casa a cada cidadão, mas não correu lá muito bem. Agora aproxima-se um mal que pode causar eleições antecipadas, esperemos que não haja uma crise política que só vai trazer complicações, mas a muitos começou a cheirar a poder.

Os partidos são máquinas de poder, mas esquecem-se que o poder se organiza através de pessoas concretas com objetivos concretos, só em períodos de grande pressão é que se avança para uma alternativa em caso de desentendimentos, mas não é o caso, no PSD está-se a correr atrás do poder. Está certo que o Rui Rio andou muito tempo com as portas abertas e nunca ligou o alarme, e quando assim acontece alguém passou e viu que há uma possibilidade de chegar a primeiro-ministro. Isto é de inteligentes. Um dia batem nas costas uns dos outros e no dia seguinte dizem: “amigo vai preparando as malas que eu venho em breve para tomar conta”. É isso que vai acontecer no PSD. Exatamente a mesma coisa que fizeram ao Seguro no PS estão a fazer ao Rui Rio no PSD, assalto ao poder, e porquê? Por culpa do próprio. Andou a deixar o governo fazer o que muito bem lhe apeteceu, não fez uma oposição com garra como devia e agora pode ser tarde. Não se esqueçam que o PSD é um partido âncora da democracia portuguesa.

Estamos a atravessar uma fase menos boa e Portugal precisa de coligações positivas e não de coligações negativas, atualmente o que se vê é negativo e sem propostas de criação de riqueza e de condições para fazer as empresas crescer. Acredito que qualquer um dos candidatos à liderança do PSD pode liderar uma coligação positiva, primeiro, no PSD e, futuramente, no país, mas vejo o Paulo Rangel com mais ambição e mais preparação para a união do partido. Posso enganar-me, espero que não, mas daqui pode sair a escolha do próximo primeiro-ministro. Boa sorte para os dois.

Bom fim de semana.

Augusto Bandeira/MS

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