Augusto Bandeira

Apostar no futuro!

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Ainda a viagem vai a meio e os problemas continuam a crescer em todas as áreas.
Alguém já perguntou a si próprio como resolver a falta de mão de obra na construção e outras áreas?
Já há alguns anos a esta parte que se vem a notar um decréscimo na procura de emprego na construção. Cada vez mais o número de trabalhadores na idade da reforma aumenta e o preenchimento dos lugares não acompanham o mesmo número, de quem é a culpa? Não venham dizer que é da pandemia, ou da guerra, essa desculpa já está rompida ao ponto de não servir para nada. Este problema já vem a crescer nos últimos anos e nada, ou pouco, se fez para melhorar o setor. As culpas são de todos. Muitos dependem dos sindicatos, com todo o respeito, e atenção que não sou anti-sindicatos, já fui membro de um durante alguns anos, fazem falta quando o empregador não tem qualidade nenhuma ao ponto de usar os seus colaboradores com falta de condições.

Quando uma empresa oferece qualidade e bom ambiente, oportunidades e respeita os trabalhadores, desculpem, mas os sindicatos não fazem falta. Cada cidadão deve saber defender-se e não pagar uma mensalidade para ser defendido, mesmo só em últimas circunstâncias, mas para isso existem os advogados de trabalho, associações de trabalhadores fazem falta nas megaempresas e não nas “PME”.

Voltando ao importante, as coisas tendem a piorar mais rápido do que muitos pensam, houve uma falta de visão em todos os aspetos. Hoje, a nível mundial, não há emigração como houve no passado, as pessoas procuram melhor qualidade de vida, mas não sacrifícios. As ambições hoje são diferentes e nota-se a falta de procura de mão de obra vinda do exterior. Muita culpa dos governos que abrem as portas, mas nem sempre do que se precisa. Todos sabem que não há reposição em relação ao número dos que estão na hora da reforma, e profissionais há cada vez menos. Neste campo, na minha simples opinião, foi a falta de visão para o futuro, por isso mesmo, hoje um bom gestor não deve continuar com o formato do passado, não deve pensar muito no presente, mas sim preparar o futuro, isso é parte de um bom gestor. Sempre foi muito importante a contratação de estagiários, mas hoje mais do que nunca, a salvação para muitas das empresas vai ser oferecer programas de estágio para profissionais de outros países e dar-lhes incentivos, motivá-los para que fiquem a trabalhar na empresa. É como as universidades e os politécnicos fazem aos estudantes, tentam mantê-los na zona onde foram formados. Uma coisa que muitas empresas não fizeram foi proporcionar treinos para os funcionários, e esse sempre foi um fator muito importante numa empresa, formar pessoas, mesmo que elas se vão embora mais tarde, mas fica a marca e nome. Hoje é muito importante oferecer formação profissional.

Recordo-me do tempo das escolas empresariais, como sabemos os governos acabaram com elas, depois vieram as escolas profissionais, que ajudaram muito na escassez de mão de obra em muitas áreas. Não havia idades para as frequentar, a pouco e pouco acabaram com a maioria, e o resultado hoje vê-se – os jovens começam a trabalhar muito mais tarde, não lhes falta nada em casa e há falta de formação profissional. E, depois, também há a falta de incentivo, uma palmadinha nas costas… todo o ser humano tem defeitos, mas é muito importante saber elogiar, chamar a atenção, assumir responsabilidades, saber tratar dos problemas em vez de culpar sempre o colaborador. Hoje, mais do que nunca, há que haver motivação para manter os poucos que há na indústria. Estas dicas são uma gota de como garantir mais inovação de qualquer área de trabalho. Em 18 anos que estive na gestão de uma das áreas mais melindrosas, que foi a restauração, não tem conta a formação em temas diferentes que frequentei, tudo me ajudou muito ao ponto de colocar um ponto final, numa das alturas que as coisas a nível mundial não estavam a correr bem. Tudo o que se precisa saber é colocar 2 e 2 no lugar certo, e isso aprendi graças a ter frequentado uma formação que me ensinou muito a ver as coisas diferentes e olhar mais para o futuro, esquecer o passado e gerir bem o presente. Hoje o colaborador não tem a mesma escola dos anos 60, 70 e 80, as novas tecnologias trouxeram dissabores em muitas áreas, outra coisa foram as regras de segurança, cada vez mais rigorosas e a requererem muita formação para que haja um equilíbrio. A parte mais prejudicial é a produtividade, houve uma quebra assustadora na produção, por isso a formação profissional é muito importante. A valorização faz parte e mais importante é saber avaliar de forma discreta e dar o seu valor merecido. O futuro não é risonho, mas tem solução.

Felizmente, existem estratégias que as empresas de construção podem usar para não só sobreviver ao mercado atual, mas também melhorar de condição: não ter medo das mudanças e apostar ao máximo na força dos poucos trabalhadores que se tem e acreditar que é possível diminuir o impacto da escassez de mão de obra de construção. Um dos passos muito importantes é atrair a próxima geração de talentos, treiná-los, em profissões específicas ainda é possível a criação de departamentos com planos de gestão de carreiras, mas os próprios colaboradores têm que perceber o que será esperado deles, passo a passo, e provar conhecimentos para subir na carreira. A próxima geração, e quem tiver jeito para tal, vai ganhar muito dinheiro, tem que ter no empregador alguém que saiba motivar, ajudar, ensinar e, sem dúvida, avaliar.

ENJOY YOUR LABOUR DAY. Bom fim de semana.

Augusto Bandeira/MS

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