Cristina Da CostaOpinião

A “consciência” da igreja católica

Olá, muito bom dia e uma excelente Sexta-feira Santa, repleta de paz, saúde e reflexão.

Isso, reflexão. É o que tenho andado a praticar.

Pensar como tudo tem evoluído e se chega onde se está. Questão válida, certo?

Durante o mês passado assisti a uma série da Netflix, que embora tenha muito “floreado”, reencarnou e muito bem “Os dez mandamentos”.

  • 1º Mandamento: Não terás outros deuses diante de mim.
  • 2º Mandamento: Não farás para ti imagem de escultura, nem te prostrarás diante delas.
  • 3º Mandamento: Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão.
  • 4º Mandamento: Lembra-te do dia do sábado (ou domingo) para o santificar.
  • 5º Mandamento: Honra a teu pai e a tua mãe.
  • 6º Mandamento: Não matarás.
  • 7º Mandamento: Não adulterarás.
  • 8º Mandamento: Não furtarás (ou não roubarás).
  • 9º Mandamento: Não dirás falso testemunho (ou não mentirás).
  • 10º Mandamento: Não cobiçarás (não desejarás o próximo ou os seus bens)

Sim, palavras escritas em “tábuas de Pedro” por Moisés, a pedido de Deus.

Quer nós creiamos ou não, temos incutido no nosso “ser”, por mais impregnado de pensamentos e ações pecaminosas que esteja, estas regras. Foram-nos passadas pelos nossos pais, avós e familiares e não esquecendo as doutrinas de igreja.

Apesar de ter sido criada na religião católica, os meus pais nunca foram muito “beatos”, não digo com isto que não fossem boas pessoas, aliás, muito pelo contrário eram muito mais dignos do que muitos e tantos que são ávidos frequentadores de igrejas e depois é o que se vê.

Cada um vive com a sua consciência e a Igreja Católica também.

Em tempos menos austeros para esta instituição, que sempre incutiu “medo”, “façam o que eu digo, não o que eu faço“, sempre houve muitos sacerdotes que sempre abusaram do poder e que, ao fim do dia, foram destruindo vidas e famílias, pelo mero prazer de saciar “desejo”. A que custo, pergunto eu?

Quando um padre se coloca à frente de uma congregação inteira e prega o bem, o são, o mais puro e, por detrás, de portas fechadas, pratica os crimes mais horrendos, principalmente, contra pessoas ingénuas e com problemas de carência, como é que pode ter moralidade? Porque não aceitar o casamento dos sacerdotes? Dar lhes uma vida em família e não em reclusão?

Garanto que crimes deste tipo iam deixar de existir (ou, pelo menos, diminuiriam bastante, espero). É que o fruto proibido foi sempre e será sempre o mais desejado, como terá acontecido com Adão e Eva, onde tudo supostamente começou.

Com isto tudo quero apenas dar a minha opinião, é aliás isso que vos deixo aqui todas as semanas – a minha opinião. Considero que sou uma pessoa que pratica o bem e não acendo palha para prejudicar quem quer que seja. Não cobiço os bens alheios, nem a “luz” que certas pessoas possuem – ah, já agora, é um facto que o brilho de alguns incomoda muita gente, lá isso incomoda.

Fico feliz com o sucesso alheio e adoraria que ainda no tempo em que por cá andar, não sei (ninguém sabe, só Deus) quanto mais andarei por cá a “respirar”, que a nossa igreja fosse mais íntegra, mais respeitada e se desse ao respeito. E que estes “escândalos“ cessassem de existir. Que a igreja continuasse a ser o lugar onde se procura a paz, a calma da mente e a solidariedade. Não obstante, a fé que nos move aplica-se a praticantes ou não. A fé é a base de tudo, sempre e para sempre.

Que a morte e a ressurreição do Senhor tragam de novo luz e paz á Terra. Cessem as guerras, a fome e a insaciável corrida ao poder, seja a que custo for.

É o que é e vai valer sempre o que vale.

Fiquem bem, na paz do Senhor, e desfrutem de uma Santa Páscoa em família.

Até já!

Cristina Da Costa

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