Vacina da malária já salva vidas de crianças em três países africanos

Um estudo publicado na revista científica The Lancet confirma, em 2026, que a vacina RTS,S contra a malária está a ter um impacto real na redução da mortalidade infantil. Ao longo de quatro anos de utilização no Gana, no Quénia e no Malawi, a vacina evitou cerca de uma em cada oito mortes infantis entre as crianças elegíveis para a receber, um resultado que a Organização Mundial da Saúde classifica como prova robusta do valor desta vacina em contexto real.
O programa está agora a expandir-se rapidamente: em abril de 2026, já eram 25 os países africanos a implementar vacinas contra a malária, incluindo nove dos dez países com maior carga da doença no mundo. Só em 2025, foram distribuídas 28,3 milhões de doses, um aumento de 169% face ao ano anterior.
Os resultados no terreno são visíveis: no Burkina Faso, que introduziu a vacina em 2024, o número total de casos de malária caiu de 10,8 milhões para 7,3 milhões, uma redução de 32%, e de 38% entre crianças com menos de cinco anos. A aliança Gavi estima que, ao imunizar 50 milhões de crianças, seja possível salvar mais de 170 mil vidas entre 2026 e 2030. O maior obstáculo que resta, segundo a OMS, é garantir financiamento suficiente para chegar a todas as crianças em risco.
JN







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