
Ação militar norte-americana contra aparato de repressão iraniano poderá não ser a único, com EUA a analisarem ataques a programa nuclear e a mísseis
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a analisar as opções para lidar com o Irão, não descartando ataques contra forças de segurança e líderes iranianos para inspirar manifestantes. Teerão, que promete uma “resposta esmagadora” no caso de uma agressão norte-americana, sofreu esta quinta-feira um novo revés, com a União Europeia (UE) a aplicar sanções individuais e a classificar a Guarda Revolucionária do país como terrorista.
Segundo duas fontes oficiais norte-americanas ouvidas pela agência Reuters, Trump quer criar condições para uma “mudança de regime” no Irão e não exclui o uso do poderio militar. Recentemente, um porta-aviões e navios de guerra auxiliares chegaram ao Golfo Pérsico.
Uma opção seria atacar comandantes e instituições iranianas que os EUA acreditam serem responsáveis pela repressão – ação que Washington espera que incentive a tomada do poder pelos revoltosos.
De acordo com uma das fontes ouvidas pela agência britânica, Trump poderá ainda escolher bombardear mais intensamente o país, tendo como alvo o programa nuclear ou os mísseis balísticos que podem atingir aliados, como Israel.
Quatro representantes árabes, três diplomatas do Ocidente e uma fonte ocidental sénior, cujos Governos têm conhecimento das discussões, expressaram à Reuters preocupação de que um eventual ataque tenha um efeito reverso nas ruas.
Perante as ameaças de Washington, o comandante em chefe do Exército de Teerão, Amir Hatami, prometeu uma “resposta esmagadora” a qualquer ataque. A declaração ocorreu na televisão estatal, que noticiou ainda que as Forças iranianas adicionaram mil “drones estratégicos” aos seus regimentos de combate.
JN/MS







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