Semana de Alto Nível da ONU arranca em Nova Iorque com reforma, inteligência artificial e conflitos em foco

A Semana de Alto Nível da Assembleia-Geral da ONU arranca na terça-feira (22) em Nova Iorque e dará destaque aos conflitos, reformas da organização e à Inteligência Artificial, além da seleção do próximo secretário-geral como pano de fundo.
Considerada a semana mais importante do ano no universo das Nações Unidas, tem a abertura oficial na sexta-feira com um evento dedicado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Convocado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, o debate propõe discutir iniciativas transformadoras, globais e nacionais, assim como formas de acelerar o progresso dos ODS diante dos crescentes desafios globais.
Os ODS são um conjunto de 17 metas globais de desenvolvimento estabelecidas pela Assembleia-Geral das Nações Unidas que devem ser atingidas até 2030.
Já na terça-feira, tem início o Debate de Alto Nível da Assembleia-Geral da ONU, que será marcado pelo último discurso de António Guterres nesse evento anual enquanto líder das Nações Unidas.
Guterres assumiu a liderança da ONU em janeiro de 2017, tendo sido reconduzido para um segundo mandato de cinco anos, que termina no final deste ano.
No total, e até à data, são oito os candidatos a suceder-lhe, embora nenhum se tenha destacado com especial favoritismo.
Muitos Estados-membros esperam que o próximo secretário-geral possa ajudar a organização a dissipar o momento de crise multifacetada que atravessa e a forjar uma nova direção.
O Debate de Alto Nível, que termina no dia 28, deverá reunir em Nova Iorque dezenas de chefes de Estado e de Governo.
Por essa ocasião, espera-se que os líderes façam declarações delineando as suas posições e prioridades no contexto dos complexos e interligados desafios globais.
Entre os líderes esperados estão os presidentes dos Estados Unidos, do Irão e da Ucrânia, bem como o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov. Este será o sexto discurso de Donald Trump enquanto presidente. No ano passado, a intervenção de Trump ficou marcada por duras críticas à própria ONU.
JN/MS







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