Seis semanas de incubação: OMS admite que possa haver mais casos ligados ao navio de cruzeiro

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou cinco casos confirmados de contágio por hantavírus no surto registado num navio de cruzeiro, admitindo que o número possa aumentar.
“Considerando o período de incubação do vírus Andes, que pode chegar às seis semanas, é possível que sejam reportados mais casos”, afirmou o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante a sua primeira conferência de imprensa desde que a OMS anunciou, no domingo (3), o surto de hantavírus.
Até agora, oito pessoas foram sinalizadas como casos de possível infeção, “três das quais morreram” e “cinco destes oito casos foram confirmados como hantavírus, enquanto três outros são considerados suspeitos”, declarou.
O vírus Andes é um tipo de hantavírus nativo da América do Sul, sendo a causa mais comum da Síndrome Pulmonar por Hantavírus na região. Esta é a única estirpe para a qual foi documentada a transmissão de pessoa para pessoa.
O responsável da OMS adiantou ter já informado os 12 países cujos cidadãos desembarcaram em Santa Helena, durante uma escala no dia 24 de abril, apontando o Canadá, a Dinamarca, a Alemanha, os Países Baixos, a Nova Zelândia, São Cristóvão e Névis, Singapura, a Suécia, a Suíça, a Turquia, o Reino Unido e os Estados Unidos.
O diretor-geral da organização afirmou ainda que espera que os habitantes das ilhas espanholas das Canárias, “compreendam, apoiem e cooperem” mesmo estando preocupados com os riscos representados pela chegada do navio onde foi reportado o surto, prevista para o próximo fim de semana.
Segundo disse o diretor-geral da OMS na quarta-feira (6), “neste momento, o risco global para a saúde pública continua a ser baixo”.
JN/MS







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