
Os protestos no Irão, desencadeados por dificuldades económicas, espalharam-se por todo o país, disseram ativistas, sublinhando que as manifestações estão a desafiar o poder teocrático apesar de não terem liderança.
Até ao momento, a violência em torno das manifestações já matou pelo menos 38 pessoas e mais de 2200 foram detidas, declarou a organização Human Rights Activists News Agency, com sede nos Estados Unidos.
“A falta de uma alternativa viável [de liderança] minou os protestos anteriores no Irão”, declarou Nate Swanson, do Atlantic Council, sediado em Washington, organização que estuda o Irão. “Há mil ativistas dissidentes iranianos que, se tivessem uma oportunidade, poderiam tornar-se estadistas respeitados, como fez o líder trabalhista Lech Walesa na Polónia, no final da Guerra Fria. Mas, até agora, o aparelho de segurança iraniano prendeu, perseguiu e exilou todos os potenciais líderes transformadores do país”, avaliou Nate Swanson.
O crescimento dos protestos aumenta a pressão sobre o Governo civil do Irão e o seu líder supremo, o aiatola Ali Khamenei. Até agora, as autoridades não bloquearam a internet nem mobilizaram forças de segurança em grande escala nas ruas, como fizeram para reprimir os protestos de 2022 contra a morte da jovem Mahsa Amini.
As autoridades iranianas não reconhecem a dimensão dos protestos. No entanto, houve relatos de agentes de segurança feridos ou mortos.
Com o endurecimento das sanções e as dificuldades enfrentadas pelo Irão após uma guerra de 12 dias com Israel em junho, a sua moeda, o rial, caiu a pique em dezembro. Os protestos começaram pouco depois, com as pessoas a manifestarem-se contra a teocracia iraniana.
JN/MS







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