Os EUA atacaram a Venezuela e Nicolás Maduro foi detido e retirado do país

Members of the National Guard stand guard at Fuerte Tiuna, Venezuela’s largest military complex, in Caracas on January 3, 2026, after US forces captured Venezuelan leader Nicolas Maduro after launching a “large scale strike” on the South American country. (Photo by Federico PARRA / AFP)
Trump fala sobre captura de Maduro: “Foi espetacular. Vamos governar a Venezuela”
Fortes explosões ocorreram este sábado de madrugada em Caracas. O presidente norte-americano, Donald Trump, já confirmou que os EUA atacaram a Venezuela e que Nicolás Maduro foi detido e retirado do país. Acompanhe aqui ao minuto os principais desenvolvimentos.
Nicolas Maduro on board the USS Iwo Jima. pic.twitter.com/omF2UpDJhA
— The White House (@WhiteHouse) January 3, 2026
Trump sobre a Venezuela: “Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição segura”
“Sob minhas ordens, as Forças Armadas dos EUA realizaram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela”, disse Donald Trump, ao iniciar o discurso na sua mansão em Mar-a-Lago, na Florida. O objetivo da missão era “levar o ditador fora da lei [Nicolás Maduro para a justiça” norte-americana, acrescentou.
“Nenhum militar norte-americano foi morto”, informou. O presidente dos EUA, que relembrou outras operações militares que ordenou nos dois mandatos, informou que o chefe de Estado da Venezuela e a mulher, Cilia Flores, serão acusados num tribunal em Nova Iorque.
“Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição segura, adequada e sensata”, declarou.

Associação de lusodescendentes acompanha portugueses na Venezuela
A Associação Internacional dos Lusodescendentes (AILD) acompanha com profunda preocupação a situação crítica que se vive atualmente na Venezuela.
“Num momento de instabilidade que afeta milhares de famílias, a associação reafirma a sua total solidariedade para com a comunidade portuguesa e todos os lusodescendentes que enfrentam dias marcados pela incerteza e pela apreensão”, escreveu a associação em comunicado enviado às redações.
Na nota, a AILD assegura que mantém um “acompanhamento permanente da realidade vivida pelas comunidades lusófonas no país”.
Rita Salcedas/JN
Israel felicita os EUA e diz que “aturam como líderes do mundo livre”
“Neste momento histórico, Israel se solidariza com o povo venezuelano, amante da liberdade, que sofreu sob a tirania ilegal de Maduro. Israel celebra a retirada do ditador que liderava uma rede de narcotráfico e terrorismo e espera o retorno da democracia ao país e o restabelecimento de relações amistosas entre os Estados”, afirmou Gideon Saar, chefe da diplomacia de Israel.
Numa mensagem publicada no X, o ministro dos Negócios Estrangeiros hebraico felicitou o ataque dos Estados Unidos e garantiu que o país liderado por Trump agiu como “um líder do mundo livre”.
China condena o ataque dos EUA, que “ameaçam a segurança na América Latina”
Numa publicação na rede social X, a diplomacia China manifestou a sua posição sobre o ataque dos EUA à Venezuela. “A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso da força pelos EUA contra um Estado soberano e o ato contra seu presidente”, escreveu.
O país liderado por Xi Jinping acrescentou que tais atos “violam gravemente o direito internacional e a soberania da Venezuela, e ameaçam a paz e a segurança na América Latina”. “Apelamos aos EUA para respeitarem o direito internacional e os princípios da Carta da ONU, e parem de violar a soberania e a segurança de outros países”, apelou.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, está “profundamente alarmado” com os ataques dos Estados Unidos à Venezuela, disse este sábado o seu porta-voz, acrescentando que isso pode “constituir um precedente perigoso”.
O ex-primeiro-ministro português está “profundamente preocupado com o desrespeito pelas normas do Direito Internacional”, afirmou o porta-voz Stéphane Dujarric em comunicado, acrescentando que Guterres “exorta todos os atores na Venezuela a envolverem-se num diálogo inclusivo, com pleno respeito pelos direitos humanos e pelo Estado de Direito”.
Os Estados Unidos realizaram, na madrugada deste sábado, uma operação na Venezuela em que bombardearam diversas regiões do país sul-americano e capturaram o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores. Estes vão ser levados para Nova Iorque, onde enfrentarão acusações relacionados com o tráfico de drogas nos EUA.
A ação militar ocorre após meses de tensões, com Washington tendo aumentado a pressão com um cerco no mar das Caraíbas. Mais de uma centenas de civis em barcos usados alegadamente para o tráfico de droga foram mortos, e pelo menos dois petroleiros foram apreendidos – com um terceiro a sofrer perseguição das forças norte-americanas.
JN/MS







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