Novo CEO da Air Canada sob crítica por comportamento “anti-laboral” na atual companhia aérea, alerta sindicato canadiano

O sindicato que representa os pilotos da Air Canada manifestou preocupação com o que considera ser uma ação de “retaliação e anti-laboral” por parte da Scandinavian Airlines (SAS) — atualmente liderada por aquele que será o próximo CEO da companhia canadiana.
Anko van der Werff deixará em breve o cargo de presidente e CEO da Scandinavian Airlines para assumir as mesmas funções na Air Canada até ao final de janeiro.
No mês passado, o comandante Mattias Åman Thiel, da SAS — que também preside à secção da SAS no Sindicato dos Pilotos Suecos —, foi despedido.
A companhia aérea confirmou o despedimento ao Radio-Canada, mas não especificou os motivos que levaram a essa decisão. O sindicato, bem como a Federação Internacional das Associações de Pilotos de Linha Aérea (IFALPA) — que representa mais de 160.000 pilotos em todo o mundo —, exigiram a reintegração de Thiel.
O presidente da ALPA Canada, que representa pilotos das principais companhias aéreas regionais e nacionais do país, classificou o despedimento como “injustificado” numa carta enviada a van der Werff e obtida pelo Radio-Canada.
“A forma como escolher responder será, sem dúvida, um indicador claro de como pretende relacionar-se com os pilotos da ALPA Canada quando assumir a liderança da maior companhia aérea do Canadá”, escreveu Tim Perry, presidente da ALPA Canada.
Perry reforçou a exigência dos restantes sindicatos para a “reintegração imediata” de Thiel na carta, da qual foi enviada cópia ao presidente do conselho de administração da Air Canada, Vagn Sørensen. A porta-voz da SAS, Alexandra Lindgren Kaoukji, afirmou que a empresa não comenta “questões individuais de trabalho”. No entanto, sublinhou que a transportadora “valoriza profundamente o modelo laboral escandinavo e a cooperação importante e construtiva que mantém com os colegas e os seus representantes”.
“Não podemos nem vamos abrir exceções ou tratar os colegas de forma diferente com base no seu cargo, antiguidade ou relações pessoais”, afirmou Kaoukji por e-mail.
CBC/MS







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