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Extremistas aproveitaram pandemia para espalhar ódio e dividir sociedades

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epa09254493 An exterior view of the Europol headquarters in The Hague, the Netherlands, 08 June 2021, prior to a Europol’s press conference on one of the largest and most sophisticated law enforcement operations to date in the fight against encrypted criminal activities that resulted in the arrest of more than 800 people. According to a statement by the Europol, the US Federal Bureau of Investigation (FBI), the Dutch National Police, the Swedish Police Authority, in cooperation with the US Drug Enforcement Administration (DEA) and 16 other countries have carried out the investigations with the support of Europol. EPA/JERRY LAMPEN

A Europol alertou, num relatório publicado esta terça-feira, para o abuso dos extremistas durante a pandemia para espalhar a propaganda de ódio, dividir sociedades e aumentar a desconfiança nas instituições públicas.

De acordo com a agência europeia, desde o início da pandemia de covid-19 que tem havido “um aumento notável na intolerância aos oponentes políticos, enquanto o número de indivíduos que praticam violência verbal ou física também está a aumentar”. A Europol afirmou que o aumento do extremismo de direita é uma especial preocupação, realçando, pelo menos, um ataque falhado da extrema-direita na Bélgica.

O relatório “Terrorism Situation and Trend Report” demonstrou que “no ano da pandemia de covid, o risco de radicalização online aumentou. Isso é particularmente verdadeiro para o terrorismo de direita”, explicou Ylva Johansson, comissária de Assuntos Internos da Europa.

O pior ataque terrorista ocorreu em Hanau, perto de Frankfurt, na Alemanha, em fevereiro do ano passado, quando um atirador com ligações à extrema-direita matou nove pessoas num bar e num café.

A Europol destacou 57 ataques terroristas que resultaram, no total, em 21 mortes. No entanto, o número de detenções de suspeitos de terrorismo diminuiu para 449 na Europa e 189 no Reino Unido. Este número contrasta com as 1004 detenções realizadas em 2019.

O relatório salienta que também que a pandemia ajudou a reduzir o nível de perigo. Devido às restrições de vários países, “as oportunidades de perpetuar ataques terroristas com um grande número de vítimas diminuíram, pois muitos alvos fáceis, como eventos, museus, igrejas e estádios foram fechados ou acessíveis apenas a um pequeno número de pessoas”.

No total, houve 10 ataques jihadistas consumados na União Europeia no ano passado: três no Reino Unido e dois ataques suspeitos na Suíça, ligados aos grupos terroristas Al-Qaeda e Estado Islâmico. Doze pessoas morreram e mais de 47 ficaram feridas nesses ataques, explicou o relatório.

Os Estados da União Europeia “avaliaram que o terrorismo jihadista continua a ser a maior ameaça terrorista”. Mas, especialmente com grupos de direita, a Europol afirmou que é importante realçar “a idade cada vez mais jovem dos suspeitos – muitos dos quais menores no momento da prisão”.

JN

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