EUA sancionam autoridade iraniana que gere trânsito no estreito de Ormuz

Washington sancionou a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês), considerando-a uma nova tentativa por parte do Irão de tirar proveito económico dos navios que transitam pelo estreito de Ormuz.
O Escritório de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Departamento do Tesouro norte-americano incluiu esta entidade numa “Lista de Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas”, por considerar que a PGSA assistiu, patrocinou ou forneceu apoio financeiro, material ou tecnológico, bem como bens ou serviços, ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão ou em seu benefício.
A PGSA é um organismo do Governo iraniano criado para gerir os pedidos de passagem pelo estreito de Ormuz, tendo publicado na semana passada um mapa em que reafirma as reivindicações de Teerão sobre uma ampla área marítima do estreito.
Entre as exigências recentes de Teerão para o trânsito por Ormuz incluem‑se o pagamento de portagens – em moeda fiduciária, ativos digitais, compensações, trocas informais ou outros pagamentos em espécie – ou a providenciação de informação sensível sobre os navios.
O secretário do Tesouro norte‑americano, Scott Bessent, declarou que a ação visa “a tentativa mais recente do Exército iraniano de extorquir o comércio marítimo mundial, prova de que a ofensiva ‘Fúria Épica’ deixou o regime desesperado por obter dinheiro”.
Com a inclusão nesta lista, todos os bens e direitos da Autoridade que se encontrem nos Estados Unidos ou sob posse ou controlo de pessoas norte‑americanas ficam bloqueados e devem ser comunicados.
Também ficam bloqueadas as entidades que a Autoridade detenha, direta ou indiretamente, individualmente ou em conjunto, em 50% ou mais.
O Departamento do Tesouro tem privado o regime iraniano de receitas para os seus programas de armamento, para os programas semelhantes de grupos aliados e destinados a alegadas ambições nucleares. “Sob a liderança do presidente Trump, continuaremos implacáveis no esforço para restringir a rede de embarcações e intermediários”, acrescentou Bessent.
JN/MS







Redes Sociais - Comentários