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Eficácia das vacinas desaconselha dose de reforço nesta fase

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(FILES) In this file photo a dose of the Johnson and Johnson Covid-19 vaccine is prepared at a mobile vaccination clinic at the Weingart East Los Angeles YMCA in Los Angeles, California on August 7, 2021. – n the wake of full US approval for the Pfizer/BioNTech anti-Covid vaccine this week, more and more American companies are looking at mandatory vaccinations for employees — and customers. CVS Health, Chevron, Disney and Goldman Sachs are among the firms who have since told some or all of their workers that inoculations will no longer be optional, requiring proof of shots within a certain time period. (Photo by Patrick T. FALLON / AFP)

A eficácia das vacinas na prevenção de casos graves de covid-19 demonstra que não é necessária uma dose de reforço generalizada a toda população, concluiu uma revisão de dados feita por um grupo de cientistas de vários países.

Publicado na revista médica The Lancet, o estudo de especialistas de instituições dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Jamaica, do México, da África do Sul, de França, da Índia, da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do regulador norte-americano (FDA), salienta que, para já, as provas científicas “não apoiam um reforço [de imunização] para a população em geral”.

Em comunicado, os especialistas consideram, na sequência da análise de vários ensaios clínicos e de estudos já publicados, que a eficácia da vacina contra situações graves da doença covid-19 é “tão alta que as doses de reforço para a população em geral não são adequadas nesta fase da pandemia”.

“Fazendo a média dos resultados dos estudos analisados, a vacinação apresentou 95% de eficácia contra doença grave, tanto na variante Delta como na variante Alpha, e mais de 80% na proteção contra qualquer infeção por essas variantes”, adiantou a mesma fonte.

As provas científicas indicam ainda que, embora as vacinas sejam menos eficazes contra casos assintomáticos, as pessoas não vacinadas constituem a principal causa de transmissão do coronavírus SARS-CoV-2, correndo também o risco de contraírem quadros graves de infeção.

“As vacinas disponíveis atualmente são seguras, eficazes e salvam vidas. Embora a ideia de reduzir ainda mais o número de casos de covid-19, aumentando a imunidade em pessoas vacinadas, seja atraente, essa decisão deve ser baseada em provas científicas”, salientou a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, citada no comunicado.

Os cientistas concluíram ainda que, mesmo que os níveis de anticorpos em pessoas vacinadas diminuam com o tempo, isso não representa, necessariamente, uma redução da eficácia das vacinas contra doença grave.

De acordo com o estudo, a proteção contra doença grave é assegurada não apenas pelas respostas criadas pelos anticorpos, que podem ter uma vida relativamente curta para algumas vacinas, mas também por respostas de memória e de imunidade celular, de maior duração.

“Mesmo que algum ganho possa ser obtido com o reforço da vacina, isso não superará os benefícios de fornecer proteção inicial aos não vacinados. Se as vacinas forem administradas onde fazem mais falta, poderiam acelerar o fim da pandemia, inibindo a evolução posterior das variantes”, alertou a autora principal do estudo, Ana-Maria Henao-Restrepo.

Em Portugal, no início do mês a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomendou uma dose adicional da vacina contra a covid-19 apenas para pessoas imunosuprimidas com mais de 16 anos, prevendo a vacinação de menos de 100 mil utentes nos centros de saúde.

A covid-19 provocou pelo menos 4.627.854 mortes em todo o mundo, entre mais de 224,56 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.861 pessoas e foram contabilizados 1.055.584 casos de infeção confirmados, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

JN

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