China dá prioridade a compras de gás à Rússia no novo plano quinquenal

O órgão legislativo chinês aprovou o esboço do XV Plano Quinquenal (2026-2030), que prevê a construção de um novo gasoduto com a Rússia e trabalhos preparatórios para uma ligação energética adicional entre os dois países.
O documento, ratificado na sessão de encerramento da Assembleia Popular Nacional, coloca a segurança energética como prioridade estratégica num cenário internacional marcado por “mudanças profundas e complexas” e depois de a China registar esta semana a maior subida dos preços dos combustíveis em quase quatro anos.
Entre os projetos previstos está o gasoduto China-Rússia do Extremo Oriente e o avanço dos trabalhos preparatórios para a chamada “rota central”, que analistas associaram ao futuro gasoduto Força da Sibéria 2. Este projeto poderá fornecer até 50 mil milhões de metros cúbicos de gás por ano durante várias décadas.
No plano interno, o documento prevê também a construção da segunda linha do gasoduto Sichuan-Leste, destinada a transportar gás das regiões do interior para as zonas industriais da costa oriental.
A aprovação ocorreu num momento de forte volatilidade nos mercados energéticos internacionais.
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma chinesa, principal organismo de planeamento económico, anunciou esta semana aumentos de 695 yuan (cerca de 87 euros) por tonelada de gasolina e 670 yuan (84 euros) por tonelada de gasóleo. O regulador pediu às empresas estatais CNPC, Sinopec e CNOOC que garantam o abastecimento estável de combustíveis.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês afirmou que Pequim vai tomar as “medidas necessárias” para proteger a segurança energética do país face ao impacto do conflito nas rotas de exportação.
MAM/MS







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