Canadá e Reino Unido ponderam fundir iniciativas financeiras para rearmamento contra a Rússia

Representantes canadianos e britânicos estão a considerar a fusão de duas iniciativas multinacionais de defesa para ajudar uma rede mais vasta de aliados no rearmamento contra a Rússia e outras crescentes ameaças internacionais, revelou uma fonte oficial canadiana.
O Primeiro-Ministro Mark Carney e o seu homólogo britânico, Andy Burnham, discutiram as respetivas iniciativas financeiras e a forma como poderiam reforçar a cooperação na área da defesa na semana passada, em Liverpool, durante o seu primeiro encontro presencial enquanto líderes, segundo o gabinete de Burnham.
O Canadá não conseguiu convencer o Reino Unido a tornar-se membro fundador do seu Banco de Defesa, Segurança e Resiliência (DSRB) sob o governo de Starmer, mas reativou a iniciativa quando Burnham tomou posse em julho.
Uma segunda fonte oficial canadiana, também sem autorização para falar publicamente, afirmou que foram feitos progressos nas conversações com os representantes britânicos, acrescentando que o governo de Burnham parece estar muito mais alinhado com o Canadá e a sua visão do mundo.
Carney tem tentado pessoalmente convencer vários países a aderir ao DSRB, que deverá agregar recursos financeiros dos países participantes para financiar empresas de defesa e permitir-lhes aumentar a escala de produção.
Contudo, o Canadá precisa do apoio de um ator de peso como o Reino Unido, sob pena de limitar a capacidade de empréstimo do banco. Starmer tinha anunciado uma contribuição de 400 milhões de libras para o seu próprio mecanismo de financiamento.
As discussões entre os dois governos concentram-se agora na fusão do Banco de Defesa, Segurança e Resiliência com o Mecanismo Multilateral de Defesa do Reino Unido. Ambas as iniciativas têm data de lançamento prevista para 2027.
A fonte oficial canadiana afirmou que os dois países estão a avaliar a união das duas propostas para criar uma instituição única que sirva melhor as necessidades dos aliados.
Carney declarou que o banco liderado pelo Canadá concederá empréstimos a custos reduzidos para garantir que os aliados “tenham capacidade para enfrentar juntos os desafios de um mundo mais perigoso e dividido”.
Starmer tinha descrito a sua iniciativa em junho como uma forma de “financiar e adquirir equipamento de defesa em conjunto com os nossos aliados e apoiar o caminho para atingirmos as nossas metas de investimento na NATO”.
CBC/MS







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