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Americanos anti-máscaras admitem usá-las para se protegerem dos vacinados

Americanos anti-máscaras admitem usá-las para se protegerem dos vacinados
ATLANTA, GA – MARCH 13: People are seen at a protest against masks, vaccines, and vaccine passports outside the headquarters of the Centers for Disease Control (CDC) on March 13, 2021 in Atlanta, Georgia. To date, there has been over 534,000 deaths in the U.S. due to covid-19. Elijah Nouvelage/Getty Images/AFP
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Nova teoria de conspiração sobre os efeitos da vacina contra o coronavírus expõe ao ridículo aqueles que recusam a vacinação.

Uma nova conspiração norte-americana está a cruzar o céu do universo antivacinas e pode, finalmente, levar a que alguns americanos que são terminantemente contra o uso de máscaras façam o impensável: pôr uma máscara de proteção respiratória e manter distância social.

A conspiração é relatada pela “Vice”, revista canadiana-americana de investigação em cultura e temas sociais fraturantes.

Segundo a publicação, a teoria conspirativa assenta nisto: os vacinados podem “derramar” certas proteínas sobre os não vacinados e estes sofrerão efeitos muito adversos.

A principal preocupação é que o “derramamento” possa causar menstruação irregular, infertilidade e abortos espontâneos. A teoria não explica porque é que esses efeitos secundários só afetarão as mulheres.

A tese conspirativa, que não tem, evidentemente, qualquer base científica ou sequer sustentação lógica, é, explica a “Vice”, a engrenagem principal numa conspiração maior: a covid-19 foi um estratagema para limpar a sobrepopulação do Mundo, e a vacina é o que vai agora abater o resto das massas que estão a mais.

Vários especialistas dizem que a conspiração nasce de um mal-entendido fundamental sobre a forma como as vacinas funcionam. E foi amplamente desmascarada, diz a “Vice”.

Os influenciadores antivacinas estão agora a instruir os seus adeptos, bem como aqueles que são anti-máscaras, que uma das melhores maneiras de se defenderem dessa “praga” é praticarem o distanciamento social, coisa que sempre abominaram.

Sherri Tenpenny, uma figura proeminente da antivacinação no espetro norte-americano, é, aponta a “Vice”, uma figura fundamental na disseminação de teorias da conspiração contra a covid. Numa recente transmissão ao vivo nas redes sociais, ela afirmou que “o melhor é ficar longe de qualquer pessoa que já tenha tomado a vacina contra a covid“. E ficar “longe para sempre”.

Outra sumidade da antivacinação sugeriu, também nas redes sociais, que talvez se deva “colocar em quarentena as pessoas que foram vacinadas”.

E Larry Palevsky, pediatra nova-iorquino e infame negacionista das vacinas, sugeriu isto nas suas redes sociais: “As pessoas que já foram vacinadas deviam colocar um distintivo no braço. Assim saberíamos evitá-los na rua e não chegaríamos nunca perto deles”.

Um utilizador do “4chan”, site de internet onde muitas destas teorias se disseminam como o fogo num palheiro, prometeu ao Mundo: “Vou vigiar essas histórias da vacinação como um falcão”. E depois perguntou: “A minha família vai precisar de usar máscara para se proteger contra os vacinados?”. Aparentemente, a pergunta não continha ironia ou qualquer outra forma reconhecida de sarcasmo.

JN

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