Comunidade

Torneio comunitário celebra futebol, união e promessas para o futuro

Taça Camões 2025 - Foto Luciano Paparella Jr 03
Taça Camões 2025 - Foto Luciano Paparella Jr 05
Taça Camões 2025 - Foto Luciano Paparella Jr 01
Taça Camões 2025 - Foto Luciano Paparella Jr 03 Taça Camões 2025 - Foto Luciano Paparella Jr 05 Taça Camões 2025 - Foto Luciano Paparella Jr 01

Durante dois dias cheios de sol (e paixão pelo futebol), a comunidade portuguesa em Toronto viveu ao rubro o espírito da Taça Camões — uma iniciativa da ACAPO em parceria com várias casas comunitárias, onde a bola rolou e os sorrisos foram muitos. A ideia nasceu na Casa do Alentejo e, com alegria contagiante dentro e fora das quatro linhas, provou que o desporto continua a ser um dos grandes elos de união da nossa diáspora luso-canadiana. A grande campeã foi a equipa da Casa das Beiras que, apesar de começar com o pé esquerdo (e sem equipamentos numerados!), acabou por erguer o troféu com garra, suor e… um sorriso rasgado. O prémio já tem casa garantida: vai brilhar na nova sede da instituição, que será inaugurada nos dias 20, 21 e 22 de junho.

“Mesmo com os problemas, conseguimos o 1.º lugar. E isso é fantástico!”, celebrou Bernardino Nascimento, presidente da Casa das Beiras, entre abraços e palmas. A vitória deu ânimo para sonhar mais alto: “Agora temos um título a defender! Queremos uma equipa mais estruturada — talvez até entrar numa liga. O futebol também é cultura!”, disse, com brilho nos olhos, o presidente beirão.

Apesar do pouco tempo de preparação, o torneio foi um sucesso. Carlos Carneiro, um dos organizadores e treinador da Casa do Alentejo, destacou a entrega dos mais jovens e a energia positiva que se viveu em campo.

“Foi tudo feito em cima do joelho, mas correu tão bem! Para o ano, queremos preparar com mais tempo – quem sabe até lançar uma liga luso-canadiana!”

A final arrancou com emoção à flor da pele, com os hinos de Portugal e Canadá a ecoarem no recinto, num momento que fez bater mais forte o coração de todos. Nas bancadas, bandeiras ao vento, risos de crianças, famílias reunidas, bifanas na mão e muitos aplausos: um verdadeiro arraial futebolístico!

O jogo decisivo teve de tudo – até recurso ao VAR num lance quente. Mesmo com o resultado quase fechado, a organização mostrou que a justiça desportiva não tira férias. “O árbitro tem sempre culpa!”, brincou o homem do apito, entre gargalhadas. Mas a verdade é que o respeito reinou e o espírito desportivo falou mais alto.

Houve momentos insólitos, como quando o árbitro mostrou dois cartões vermelhos ao mesmo tempo – estilo mágico de baralho, onde todas as vezes que saia um cartão saiam os dois (o amarelo e o vermelho). “É para intimidar”, confesso o árbitro que ostenta “galardão internacional”! Ainda assim, o balanço foi super positivo.

“O árbitro também erra, como todos. Mas houve respeito, e isso é o mais importante”, comentou o juiz principal, que, apesar de uns quilinhos a mais, já confirmou presença no próximo torneio.

Participaram equipas da Casa dos Açores, Casa da Madeira, Associação Migrante de Barcelos, Casa do Alentejo, Casa das Beiras e Associação Cultural do Minho. Em campo, jogaram com alma; fora dele, as comunidades apoiaram com paixão, entre gritos de incentivo e bifanas sempre à espreita.

A equipa de arbitragem foi liderada por Rómulo Ávila, com os assistentes André Garcia, Lucas da Silva e João Arruda — todos com fair play no apito e boa disposição no sorriso.

O evento marcou também o regresso em força da ACAPO ao mundo do desporto. Luís Costa, responsável pelo projeto, garantiu: “Isto é só o começo! Queremos que o torneio se torne uma tradição, com mais equipas, mais público e ainda mais animação. O desporto é vida – e aqui sente-se isso em cada passe e cada abraço!”

Um último destaque que não pode passar ao lado: este torneio conseguiu algo raro — juntar órgãos de comunicação social, colegas de profissão e diretores comunitários a remar todos para o mesmo lado. Entre câmaras, microfones e palavras de incentivo, criou-se uma onda de amizade e interajuda que mostrou que, fora de campo, também se joga em equipa.

Exemplo disso foi Vítor Santos, presidente da Associação Migrante de Barcelos, que escolheu um treinador açoriano, Tony Vieira, para liderar a sua formação – porque o futebol, no fundo, é uma ponte que une sotaques, regiões e corações.

Entre gargalhadas, aplausos, cantorias, VAR e muito espírito competitivo, uma coisa ficou clara: o futebol comunitário está de volta – com garra, alegria e muita vontade de crescer. E venha o próximo jogo e que acabe à mesa!

Rómulo Medeiros Ávila/ MS

Redes Sociais - Comentários

Artigos relacionados

Back to top button

 

O Facebook/Instagram bloqueou os orgão de comunicação social no Canadá.

Quer receber a edição semanal e as newsletters editoriais no seu e-mail?

 

Mais próximo. Mais dinâmico. Mais atual.
www.mileniostadium.com
O mesmo de sempre, mas melhor!

 

SUBSCREVER