Comunidade

Ribatejo em Toronto

O Ribatejo esteve em “exposição” no City Hall de Toronto.
Projetos empreendedores e oportunidades de negócio de assinatura portuguesa de áreas tão diversas como a agro-alimentar, o turismo, construção e metalomecânica – áreas essas que foram dadas a conhecer em território canadiano, numa relação que já se tem vindo a construir ao longo dos três últimos anos.

José Coimeiro é membro da Direção da NERSANT – uma Associação Empresarial do Distrito de Santarém. Esta é uma organização que dá aos seus membros acesso privilegiado a programas de apoio, nacionais e comunitários financiados e também a outros serviços como é exemplo a assessoria e o apoio jurídico gratuito. Ciente de que a globalização é, cada vez mais, uma realidade, esta associação tem assim como missão encontrar soluções que permitam uma ação continuada de valorização e aproveitamento de todas as potencialidades da região do Ribatejo.

As razões para procurar essa saída de portas são várias, mas a mais evidente será procurar parceiros interessados em investir em território ribatejano.
Esta ação de promoção do Ribatejo, aqui no Canadá, serve, obviamente, para estreitar relações empresariais entre o Ontário e Portugal. No entanto, há também o lado do turismo que assume um papel de elevada importância – promover o Ribatejo em si e Portugal, no seu todo.

Na região do Ribatejo, Fátima assume um lugar preponderante, nomeadamente no que diz respeito ao turismo religioso que tem, como se sabe, no santuário mariano dimensão mundial.
Também presente nesta iniciativa esteve o AICEP, cujo papel é de tentar apoiar as empresas portuguesas sempre que vêm ao mercado canadiano e tentar ajudá-los no estabelecimento de contactos, com o objetivo de que estas ações sejam o mais produtivas possível e, sobretudo, depois fazer o acompanhamento das empresas e associações no seu esforço de desenvolvimento de negócios.

Eduarda Lee Sousa-Lall, presidente da Federação de Empresários e Profissionais Luso-Canadianos, fez questão de comparecer e relembrar que esta instituição pode ter um papel fundamental na construção de pontes entre os mundos empresariais português e canadiano.

O presidente da FWP Trading Inc., Arlindo Beça, considera que iniciativas como esta têm um grande impacto, mas lembra que tem que se fazer um esforço continuado e repetido para se conseguir que sejam efetivamente bem sucedidas. Lembrou que, por exemplo, no ano 2000, quando iniciaram a empresa, não havia um único restaurante canadiano que tivesse uma secção de vinhos portugueses. Hoje em dia praticamente todos têm. No entanto, não se pode esperar um crescimento rápido – é algo que demora anos e anos a ser construído. Demorou 19 anos, mas a verdade é que hoje existe efetivamente procura, por parte dos canadianos, pelo vinho português.

Há, de facto, cada vez mais empresas portuguesas a procurarem o mercado canadiano, estabelecendo contactos com empresas – potenciais importadores, distribuidores e parceiros para várias operações. O contrário também é verdadeiro. Com iniciativas como esta, serão cada vez as empresas canadianas a olhar para Portugal e para as empresas portuguesas como parceiros de negócios.

Catarina Balça

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