Golfe, comunidade e benfiquismo: 56 Anos da Casa do Benfica Toronto celebrados com desporto e alegria

Há 56 anos que a Casa do Benfica de Toronto é muito mais do que um espaço de paixão clubística – é um verdadeiro símbolo de identidade, união e perseverança da comunidade portuguesa no Canadá. Fundada por portugueses, para portugueses, esta Casa ergue-se como uma embaixada do coração, onde o vermelho do Benfica se funde com o verde, amarelo e vermelho de Portugal. São mais de cinco décadas de história, conquistas e tradição, onde cada iniciativa, cada evento e cada celebração ecoam o amor não só pelo clube da Luz, mas, acima de tudo, pelas raízes que nos ligam à nossa terra. A Casa do Benfica em Toronto é a prova viva de que a força de uma comunidade não se mede apenas em números, mas na capacidade de manter viva a cultura, a língua e os valores portugueses, geração após geração. Aqui, o Benfica é pretexto e Portugal é o propósito.
Apesar de ser totalmente verde, o Columbus Golf & Country Club Toronto voltou a vestir-se de vermelho e branco com mais uma edição do Torneio Anual de Golfe da Casa do Benfica. O evento, inserido nas comemorações do mês de Portugal e dos 56 anos da Casa, reuniu cerca de 150 participantes num ambiente de convívio, paixão clubística e celebração da identidade lusitana.
O torneio, promovido pela Casa do Benfica em Toronto, esgotou rapidamente, mostrando mais uma vez a força desta instituição junto da comunidade. Para além da vertente desportiva, o encontro serviu também como ponto de união e partilha entre gerações de emigrantes portugueses e amantes do clube da Luz.

“Este torneio é mais do que desporto, é uma festa. Uma verdadeira celebração da nossa portugalidade e do nosso benfiquismo,” afirmou Frank Álvarez, membro do Comité de Golfe da Casa do Benfica. Em declarações ao nosso jornal, o comendador realçou que “este torneio é mais um sucesso e a prova do trabalho excelente desta direção”. Já sobre o futebol português, Álvarez assumiu que “o futebol em Portugal precisa de uma verdadeira limpeza, para que possamos ter um campeonato mais decente e mais limpo.”

John da Costa, presidente da Casa do Benfica, reforçou a importância da ligação à comunidade: “Sempre foi parte do nosso projeto envolver a comunidade. Ainda há muito por fazer, mas a adesão tem sido excelente. Este evento está cheio, como tem sido habitual nos últimos anos.” Para além do golfe, o evento terminou com um jantar de confraternização, onde se trocaram histórias, brindes e a certeza de que “o Benfica é muito mais do que futebol – é família. Estamos sempre a trazer um bocadinho de Portugal até nós. E isso é das coisas mais importantes que fazemos.”
O torneio contou ainda com a presença de várias figuras conhecidas da comunidade portuguesa de Toronto, incluindo Paulo Pereira, reconhecido líder associativo, que deixou uma mensagem de união: “A comunidade é feita por todos nós. Quem ainda não participa, que venha participar, seja na Casa do Benfica ou noutras associações. A união faz a força, e precisamos disso para termos uma comunidade cada vez mais forte.”
Também David Curto, vice-presidente da Casa do Benfica, sublinhou o sucesso da iniciativa: “As inscrições esgotaram em duas semanas. Já nos perguntam quando será o próximo torneio. Se calhar, no futuro, teremos de fazer dois dias.” O dirigente salientou ainda que “para nós, emigrantes, viver o Dia de Portugal e as festividades à volta dessas comemorações são sempre momentos de encher a alma.”
O dia terminou em festa, com palavras de agradecimento aos patrocinadores, organizadores e a todos os que contribuíram para o sucesso do evento. A visita do antigo jogador Eliseu foi outro dos momentos altos do dia passado na natureza.
Para os organizadores, o sucesso do torneio e das festividades do mês de Portugal confirma o caminho que a Casa do Benfica tem trilhado em Toronto, um caminho feito de paixão, dedicação e, acima de tudo, comunidade.
Porque enquanto houver Benfica, enquanto houver Portugal no coração da diáspora, a chama nunca se apagará. É como que um legado – benfiquista – que atravessa oceanos e gerações. E assim será, sempre.
Rómulo Medeiros Ávila / MS






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