Comunidade

Carlos Costa: Influenciar pelo exemplo

milenio stadium - carlos costa

 

Carlos Costa é um conhecido empresário na área de entretenimento, nomeadamente produção de espetáculos, e tem desenvolvido grande parte da sua atividade profissional um pouco por todo o Canadá.

As solicitações para aplicar o know-how da sua empresa – ACS – na prestação de serviços de som, luz e grandes palcos para atuações de artistas de renome, não o têm afastado de também manter uma ligação próxima à comunidade portuguesa, prestando serviço a diversas instituições ou entidades. A pandemia não abalou Carlos Costa, nem a sua determinação em continuar o caminho iniciado há mais de 25 anos. Hoje a ACS é uma empresa forte e preparada para enfrentar os desafios do futuro.

Milénio Stadium: O Carlos Costa foi um dos influencers escolhidos pela última edição do Milénio Stadium – não só pelo que faz de forma a influenciar a comunidade portuguesa, mas a comunidade que o rodeia de uma forma geral. O que representou para si essa indicação?
Carlos Costa: Sinto-me extremamente honrado por ser nomeado como um influenciador. Com orgulho por ser luso-canadiano, sinto-me lisonjeado e humildemente agradeço a todos aqueles que pensaram em mim.

MS: De que modo é que se relaciona a comunidade portuguesa?
CC: Há mais de 25 anos que faço espectáculos na comunidade portuguesa, desde o Dia de Portugal até às cerimónias de entrega de prémios.

MS: O que acha que pode ser feito para a afirmação de mais portugueses na sociedade canadiana?
CC: Todos precisamos de estar mais unidos e tentar ajudar-nos uns aos outros, penso que essa será a maior falha que nós, luso-canadianos, temos. Estamos sempre a olhar demasiado para a vida dos outros em vez de nos ajudarmos uns aos outros.

MS: Quais são as marcas em que o Carlos sente ainda o que é ser português no seu dia a dia?
CC: Sempre tive orgulho da minha herança portuguesa e de tudo o que os meus avós me ensinaram – a trabalhar arduamente e a ser honesto. Orgulha-te sempre de onde vens, independentemente do teu passado.

MS: Todas as empresas ligadas ao setor do entretenimento passaram por um período extremamente difícil e desafiante nestes últimos dois anos. Como é que a ACS enfrentou e conseguiu sobreviver a essa fase?
CC: Bem, a ACS é uma empresa forte desde a sua fundação, a forma como tem sido construída – desde parceiros a empregados e familiares como a minha esposa – é tudo uma questão de apoio. A ACS é um tipo de negócio da mãe e do pai, é sempre sobre família e trabalho duro.

MS: Agora que o país já está a funcionar em pleno, quais são os grandes planos e projetos para a ACS?
CC: Nada mudou realmente nos planos para a ACS, mas temos alguns novos clientes e temos alguns grandes concertos ao longo do verão. No último sábado (18), por exemplo, tivemos o Chris Rock no Scotiabank Arena e a ACS forneceu a produção completa para o evento.

MS: Na sua opinião, por onde passará o futuro da comunidade portuguesa residente em Ontário?
CC: Lá está, como eu dizia anteriormente, penso que precisamos de estar mais unidos e respeitar os mais velhos e a tradição que eles deixaram em todos nós. Estamos a perder a nossa herança e o nosso lugar no Ontário devido à falta de colaboração entre todos os luso-canadianos e os filhos de luso-canadianos nascidos no Canadá. A nossa herança e de onde vimos é o que deve ser importante para nós. Como canadiano, nascido de pais luso-canadianos, não podes esquecer as tuas raízes, tradições e cultura.

Catarina Balça/MS

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