Comunidade

Associação Cultural do Minho: Festa da Feijoada

Nuno Cabral

A Associação Cultural do Minho levou a efeito a tradicional, Festa da Feijoada, uma festa organizada desde a década 80, altura em que o clube adquiriu a sua própria sede. A Festa da Feijoada tem como objetivo agradecer aos sócios pelo seu patriotismo à Associação.
Quando se faz um cozido, no dia seguinte é habitual fazer-se sempre uma feijoada. Assim, os mais novos vão aprendendo com os mais antigos as tradições. Após um cozido, faz-se sempre uso das sobras, uma recuperação das sobras que restam nas panelas para fazer uma feijoada. Os 94 simpatizantes presentes nesta noite calorosa, deliciaram-se com a feijoada gratuita. Através deste convívio, a Associação conseguiu adquirir mais seis casais como sócios. É para isto que estes eventos também servem, para tornar as pessoas, famílias da casa. Mais para o fim da noite, houve uma atuação de concertinas por parte dos tocadores da própria casa, pois no Minho, em qualquer convívio, há sempre uma concertina.
Atualmente, a Associação Cultural do Minho possui entre 80 a 100 sócios ativos. Augusto Bandeira, que se integrou na Associação em 1980 desde jovem, e agora como presidente da Associação há cerca de 1 ano, salientou que “os sócios são elementos fundamentais e sem eles não há hipótese da casa permanecer aberta”. O mesmo acrescentou que “a missão é chegar aos 150 sócios ativos. Com este número de sócios, seria suficiente para ajudar a cobrir a maior parte das despesas da sede. O mesmo confessa que “torna-se mais difícil arranjar sócios por haver tantos clubes e associações a representarem a região do Minho”. O sonho de Augusto Bandeira era ter apenas uma casa que “unisse o Minho, porque apesar do Minho ser pequenino é muito grande em muita coisa”. O mesmo revelou que, “a melhor coisa que podia haver na nossa comunidade era uma casa do Minho. Aliás, melhor ainda era a Casa do Porto e do Norte, porque agora o nosso país está dividido em 5 regiões, e uma das regiões do norte é “Porto e Norte””. Até para adquirir fundos e apoios do governo, quanto mais massa crítica, mais sócios houver, mais se consegue. Segundo o mesmo, “o grande desafio é mudar a mentalidade de alguns e moralizar a nova geração, mas nunca perder a estrutura de quem sabe, para transmitir a realidade do Minho, “no Minho as pessoas entendem-se. As pessoas convivem, dançam, cantam. Há casas que fazem a divulgação da cultura Minhota errada”. O presidente da Associação Cultural do Minho sentiu uma grande tristeza quando cá chegou, com a maneira como se divulgava a cultura Minhota erradamente à geração mais nova, referindo-se à parte etnográfica, como à parte gastronómica afirmando que, “se isso continua a acontecer, daqui a 10 anos não há nada. Era preferível ter qualidade e menos quantidade, mas vai ser difícil”. Em relação a uma eventual solução para manter bem viva a cultura verdadeira do Minho, o presidente achava benéfico haver mais iniciativa das casas trazerem cá, de vez enquanto, algum etnógrafo, artesão, não esquecendo a gastronomia.
Como “homem do leme” desta casa, Augusto Bandeira destacou alguns desafios e também salientou que houve muita coisa positiva durante este seu primeiro ano como presidente, como por exemplo, a Festa de Aniversário da Associação, com a vinda dum dos cozinheiros de um dos melhores restaurantes do Minho com estrela Michelin de Portugal, Restaurante Camelo, na Semana Cultural e não esquecendo o Santoínho que foi organizado pela primeira vez em Toronto, “isso é que me orgulha e que me dá mais força para que isto continue”, acrescentou o próprio. Augusto Bandeira também fez referência ao sucesso da Semana Cultural, sem esquecer a ajuda monetária que o clube conseguiu ter na organização daquela semana, por parte dos seus amigos empresários.

Redes Sociais - Comentários

Artigos relacionados

Back to top button

 

Quer receber a edição semanal e as newsletters editoriais no seu e-mail?

 

Mais próximo. Mais dinâmico. Mais atual.
www.mileniostadium.com
O mesmo de sempre, mas melhor!

 

SUBSCREVER