Comunidade

A trajectória de um canadiano no Brasil

Ziko Pereira

Quem disse que um canadiano não pode cair no samba? Isso aconteceu com Alan Canadiano. Ele nasceu em Toronto, mas foi ao Brasil para estudar música e é o líder da Fantástica Bateria da Escola de Samba de Toronto, que será uma das atrações do Nations Experience, que acontecerá nos dias 15 e 17 de dezembro as 17 horas.
Enquanto estudava música em Toronto, no início dos anos 1990, ele encontrou um grupo e brasileiros e “foi ali que acabou com a vida dele”, brincou. “Em 1991, estava de passagem marcada para o Peru e conheci uns músicos do Brasil que estavam tocando em Toronto, que vinham bastante para cá. Eles me convidaram para viajar até Jundiaí, no interior de São Paulo. Lá encontrei com a Banda Sombra e Água Fresca, onde toquei durante 12 anos”, explanou. “Dentro da banda, tinha o Mestre Serjão, que era mestre de bateria de uma escola de samba da cidade, e ele me convidou para desfilar na escola. Esse foi meu primeiro encontro com uma bateria de escola de samba”, completou. Alan tem mestrado em música e sua formação é como percussionista de música erudita e tocou por vários anos em orquestras sinfônicas, óperas e musicais de teatro. Além disso, desde criança ele toca bateria.
Canadiano contou que se mudou para as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e isso acabou estreitando sua relação com o samba. “Em 1991, fui para a capital de São Paulo, entrei no mercado musical e conheci mais músicos. Além disso, toquei na Mocidade Alegre, escola de samba do grupo especial de capital paulista”, explanou. “Certo dia, pegamos um ônibus e fomos para o Rio de Janeiro. Lá, visitamos a quadra da Grande Rio e acabei conhecendo Mestre Odilon, que foi um dos meus professores. Acabei ficando 15 anos no Rio de Janeiro”, completou.
Através do intercâmbio com outros músicos, Alan aprendeu a tocar todos os instrumentos musicais de uma bateria de escola de samba. “Enquanto tocava na banda Sombra e Água Fresca, fiquei estudando com as pessoas que sabiam tocar percussão brasileira. Através deles, desenvolvi a capacidade de tocar todos os instrumentos de uma bateria, como surdo, repique, tamborim e cuíca”, declarou. “Em seguida, estudei formalmente com o Mestre Tatá, que é carioca, mas mora na capital paulista e dava aulas. Ele é o meu guru por ter me ensinado muitas coisas importantes. Depois disso, estudei pandeiro com Marcos Suzano e fiz várias aulas com outras pessoas. Além disso, toquei muito nas rodas de samba e tirava meu sustento daí. Minha maior escola foi à rua”, completou.

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