Comunidade

A contagiante alegria minhota

Foi na noite de 23 de fevereiro que teve lugar, na LiUNA Local 183, numa organização do Arsenal do Minho, o 22º Festival Anual de Concertinas e Cantares ao Desafio, que contou com a presença de cerca de 870 pessoas.

“A noite de concertinas é organizada há 22 anos e já vem de há muito, com o início do Clube. É típico do Norte, com os seus cantares brejeiros. A ideia é mostrar não só à comunidade portuguesa, mas também um bocadinho à comunidade canadiana que a concertina não se insere só no folclore português, mas também no dia-a-dia e nos cantares ao desafio que são tão típicos da nossa região”, contou Joel Bastos, CEO do Arsenal do Minho.

Neste evento estiveram presentes elementos e clubes de toda a comunidade portuguesa no Canadá, quatro cantadores ao desafio vindos de Portugal e cerca de 40 concertinas!

Os Bombos do Arsenal do Minho – Créditos: Cristina Rita
Os mais novos também participam na festa minhota – Créditos: Cristina Rita
Os mais novos também participam na festa minhota – Créditos: Cristina Rita
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Borguinha de Braga e Cristiana Antunes – Créditos: Cristina Rita
s artistas vindos de Portugal – Créditos: Cristina Rita
Animação no palco do salão da Local 183 – Créditos: Cristina Rita

    “De tocadores de concertina dos grupos folclóricos temos o Estrelas do Norte, a Associação Migrante de Barcelos, um tocador, se não me engano, da Associação Cultural do Minho… O convite foi feito – embora não saiba se eles estão cá – a todos os grupos portugueses, desde Mississauga, a Oakville, a Oshawa e espero que eles tenham aderido”, disse Joel Bastos.

    O CEO afirmou ainda que, nada disto seria possível sem a ajuda e interesse de todos os presentes: “O Arsenal tem 34 anos e para mim é um orgulho fazer parte desta casa e ver que as pessoas que para cá vieram, há 34 anos atrás, formaram um Clube tão sólido e tão bom e que consegue cativar esta gente toda. Aos mais jovens quero dizer-lhes que o Arsenal está aberto para todos – como todos os Clubes da comunidade portuguesa – e dizer-lhes que tocar a concertina não é ser parolo! O folclore não é ser parolo! O folclore, a concertina e os restantes símbolos que fazem parte da cultura portuguesa, o que nos trazem é o desvanecer da saudade que sentimos todos os dias do nosso país e do país dos nossos antepassados”.

    Como já é habitual, Ahmed Hussen, ministro da Imigração, Refugiados e Cidadania do Governo do Canadá, marcou presença neste evento e não deixou de expressar a alegria e gosto que tem em estar perto da comunidade portuguesa.

    “Todos os anos venho a este Festival para celebrar com os mais jovens. É um evento fantástico onde é divulgada a cultura portuguesa. Como membro do Parlamento conheço muito bem a comunidade portuguesa! Venho cá todos os anos e é ótimo voltar!”, disse Ahmed Hussen.

    Foram quatro os culpados pelas gargalhadas que se ouviram durante esta noite: Borguinha de Braga, Cristiana Antunes, Augusto Moreira e Liliana Oliveira. Todos eles são cantadores ao desafio e contaram à Camões TV em que consiste esta arte.

    “Os cantares ao desafio são uma tradição de Portugal que acaba por ser uma disputa entre duas pessoas. “Discutimos” um assunto e cada um defende a sua parte. Normalmente as cantigas do Minho levam-nos para a brejeirice – não tratando mal ninguém, defendemo-nos, mas atacamos o parceiro com brejeirice. Tentamos fazer o povo rir, ser matreiros e alegrar a malta!”, explicou Liliana Oliveira.

    Esta foi uma noite à boa moda minhota, repleta de gargalhadas, música e dança!

    Inês Barbosa

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