Editorial

O “Vigário de Cristo”

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Com o aproximar da Páscoa de 2021, celebra-se uma data importante no calendário cristão. A 4 de abril, os Católicos, de todos os cantos do mundo, celebram a ressurreição de Cristo o que promove a crença de que Deus ergueu Jesus dos mortos, após a sua crucificação como primogénito e assim, iniciando a sua vida como Cristo e Senhor, aparecendo aos seus discípulos durante 40 dias, para depois ascender ao céu. Isto é importante para compreender, pois demonstra que Jesus derrotou a morte e comprovou a vida após a morte.

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Cartoon Stella Jurgen

O poder que reergueu Jesus dos mortos providencia princípios orientadores aos crentes, acreditando que o mesmo poder liberta os crentes para viver uma nova vida, que destrói o pecado nas nossas vidas, e assim sendo, a vitória sobre o pecado. A palavra pecado parece ser predominante nas nossas vidas e passamos uma vida inteira a tentar livrar-nos dela. Paulo escreveu sobre a ressurreição; “Afirmação de que os nossos corpos atuais, perecíveis, serão doados através do poder da ressurreição de Jesus, com vidas imperecíveis”. Por isso, se vivermos de acordo com os princípios da igreja, os nossos espíritos viverão para sempre. A vida enquanto católicos tem um objetivo fulcral que é ir para o céu porque é um local de paz, amor, comunidade e adoração, onde Deus está rodeado por uma corte celestial e outros seres celestiais. Esta descrição deveria ser adotada para a Terra e não para o céu. Em Terra, os católicos são guiados pelo “Vigário de Deus”, o Papa Francisco, que lidera 1.9 biliões de cristãos, muitos dos quais vivem em pecado devido à falta de participação nos requisitos diários da igreja. Então, como poderá Deus perdoar milhões de católicos não-praticantes que adotaram visões incoerentes com a igreja? Muitos também acham que podem ir para o inferno, um local considerado por várias religiões como sendo um reino espiritual do mal, onde o sofrimento é frequente, e descrito como sendo um lugar de fogo permanente sob a terra onde os perversos são castigados depois da morte. Se é debaixo da terra, então a terra deve ser plana e se é um local para perversos, a maioria de nós acabará lá. A celebração da Páscoa será novamente ajustada para ceder à Covid, porém não providencia tréguas ao nosso “vigário de Cristo” que deve estar a questionar o que mais pode correr mal com a sua Igreja. Devido à falta de participação nas igrejas e visitas ao Vaticano, a Covid fez com que os rendimentos do Vaticano caíssem a nível global, criando um pesadelo financeiro. As declarações financeiras mais recentes, feitas pelo Papa, preveem um deficit de 60M euros e prevê-se que os Cardeais vejam os seus ordenados reduzidos até 10 por cento. Estes cortes devem representar o paraíso a despedaçar-se, uma vez que estes servos de Deus vivem nos apartamentos mais luxuosos de Roma, inteiramente financiados pelo Vaticano. Onde está o estilo de vida cristão e humilde promovido por São José? Que diabos se anda a passar? A Igreja não está a ser financiada com centavos do céu e porque existe este deficit? Certamente que não se deve à má gestão.

O Papa Francisco tem sido reconhecido pela sua humildade, mas torna-se óbvio que as suas capacidades de governação precisam de melhorias. Tem sido mais um líder político do que um líder religioso, no entanto as políticas da igreja não têm mudado muito sob a sua liderança no que diz respeito ao aborto, ao celibato clerical e à ordenação de mulheres. A sua inação perante questões importantes garantirá que os católicos não participem fisicamente nos princípios da igreja e que sejam católicos à distância. A administração precisa de se ajustar aos tempos que correm para prevenir uma maior erosão das fundações da Igreja Católica. Recentemente, “A congregação pela Doutrina da Fé”, deu uma resposta à questão referente ao casamento de pessoas do mesmo sexo. A resposta foi “Deus não pode abençoar pecado e a Igreja não pode abençoar uniões de pessoas do mesmo sexo”. A igreja continua a patinar sobre este e outros assuntos, mas continua a professar inclusão, bênçãos e perdão dos nossos pecados através da confissão. Talvez fosse um bom começo limparem primeiro a sua casa da maldade de milhares de padres que abusaram sexualmente de crianças, ao invés de continuarem a varrer o problema para debaixo do tapete. Foi anunciado que se iniciaria um novo jubileu a 8 de dezembro, de 2021, que se focaria em perdão e misericórdia. Esperemos que seja para todos e não apenas para aqueles que a igreja determina que deveriam ir para o céu. O Vaticano está a ser desafiado pelos mesmos problemas que muitos países enfrentam. Geralmente os países adaptam-se aos desafios e trabalham com os seus cidadãos para atingir a mudança para benefício de todos. Será que a Cidade/Estado do Vaticano fará o mesmo? Talvez não durante o meu período de vida, por isso presumo que acabarei debaixo da terra plana, que para bem da igreja não se haverá de virar ao contrário.

Boa Páscoa para todos.


The “Vicar of Christ”

As Easter 2021 approaches, an important date in the Christian calendar is celebrated. On April 4th Catholics around the world celebrate the resurrection of Christ which promotes the belief that God raised Jesus from the dead after his crucifixion as first born thus starting his exalted life as Christ and Lord, appearing to his disciples for 40 days where after he ascended to heaven. This is important to understand because it shows that Jesus defeated death and gives proof of life after death.

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Cartoon Stella Jurgen

The power that raised Jesus from the dead provides believers with the guiding principles that the same power sets the believer free to live a new life that destroys sin in our lives thus our victory over sin. Sin appears to be a predominant word in our lives and we live an entire lifetime trying to rid ourselves of it.  Paul wrote about resurrection;” Affirmation that our present perishable bodies will be endowed through the power of Jesus resurrection, with imperishable life”. Therefore if we live within the tenets of the church our spirits will live forever. Life as Catholics envision one main goal which is to go to heaven because it’s a place of peace, love, community and worship where god is surrounded by a heavenly court and other heavenly beings. This description should be adopted for earth instead of heaven. Catholics on earth are led by the “Vicar of Christ” Pope Francis who leads 1.9 billion Christians many of whom are living in sin due to lack of participation in the daily requirements of the Church. So how can God ever forgive millions of non practicing Catholics who have adopted views inconsistent with their church? Many figure that they may just as well go to hell which is a place regarded in various religions as a spiritual realm of evil where suffering is often depicted as a place of perpetual fire beneath the earth where the wicked are punished after death. If it’s beneath the earth then earth must be flat and if it’s only for the wicked most of us will end up there. The celebration of Easter is once again being adjusted to comply with Covid but it does not provide a respite to our “Vicar of Christ” who must be wondering what else can go wrong with his Church. Covid has caused Vatican revenues to drop globally due to lack of attendance at churches and the Vatican itself, creating a financial nightmare. The pope’s latest financial statements predicts a deficit of 60M euros and cardinals are expected to have their salaries cut by ten per cent. This cut must be heaven shattering since these servants of God live in the most luxurious apartments in Rome fully financed by the Vatican. Where is the humble Christian lifestyle promoted by St. Joseph? What in hell is going on? Isn’t the church being financed with pennies from heaven and why is there a shortfall? Surely not due to mismanagement.

Pope Francis has been known for his humility but it’s obvious that his governance skills need improvement. He has been more a political leader than a religious leader but the politics of the church have not changed much under his leadership as it relates to abortion, clerical celibacy and ordination of women. His inaction on major issues will ensure that Catholics will not physically participate in the tenets of the church and will be Catholics from afar. Governance needs to adjust to current times to prevent further erosion of the foundation of the Catholic Church. Recently, “The congregation for the Doctrine of Faith”, gave an answer to a question regarding same-sex unions. The response was,” God cannot bless sin and the church cannot bless same sex unions”. The church continues to skate around this and other issues but continues to profess inclusiveness, blessings and forgiveness for our sins through confession. Perhaps cleansing their own house first from the perversion of thousands of priests who sexually abused and used children would be a good place to start instead of continuing to sweep the issue under the rug. A special jubilee year was announced to begin Dec. 8th, 2021 which will focus on forgiveness and mercy. Hopefully this will be for all and not just for those the church determines should go to heaven.  The Vatican is being challenged by the same issues many countries face. Countries generally adapt to challenges and work with their citizens to achieve change which benefit all. Will the City/State of the Vatican do this? Perhaps not in my lifetime so I guess I will end up under the flat earth which for the church’s sake wont turn upside down.

Happy Easter everyone.

Manuel DaCosta/MS

 

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