Editorial

O que será que vão aprender?

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Escrever um editorial sobre o regresso à escola dos alunos sem ter filhos que frequentem a escola é possivelmente um desafio complexo que resultará em conclusões com as quais muitos poderão não concordar.

Estes alunos estão a ser educados para liderar o país no futuro, o que ditará como será a qualidade de vida de todos os cidadãos. Estes aprendizes irão implementar políticas e governar de acordo com o tipo de educação e ideais que obtiveram desde o jardim de infância à conclusão de um curso superior e além disso.

 

À medida que o ativismo social e esses ideais são cada vez mais adotados, os conservadores morais perdem terreno, o que resultará num desequilíbrio de moralidade que não é experienciado há muitos anos. O ensino e as escolas tornaram-se locais de internamento para a educação de doutrinas alternativas que não são necessariamente apoiadas pela população geral, mas apadrinhadas pelos sindicatos com tendência à esquerda e cuja agenda não é apoiar os estudantes, mas sim preservar postos de emprego e o mandato daqueles que defendem o protecionismo do seu feudo, sem consideração pelos estudantes ou pelos pais.

A educação tornou-se num futebol político, onde o governo está continuamente em conflito com os cartéis de professores. Os professores reclamam sobre a forma como são maltratados, por estarem sobrecarregados e por serem insuficientemente remunerados. Muitas vezes ignoram o privilégio que é ser um educador de mentes e falham em compreender que estão a formar o cérebro daqueles que irão construir ou destruir a nossa sociedade. Muitas vezes, questiono-me, que género de indivíduo se quer tornar professor e porquê? Conhecemos o seu estado psicológico e pontos de vista? Importa se forem indivíduo terríveis ou não? Talvez nenhuma das questões acima mencionadas importe, mas no final de contas são eles que muitas vezes passam mais tempo com as nossas crianças do que nós próprios, sendo influências que muitas vezes caracterizam as crianças que criamos. Por isso, é imperativo que aqueles que escolhem esta profissão não o façam por gratificação pessoal, mas sim para desempenhar um dos trabalhos mais importantes da sociedade. Em tempos os professores eram olhados com respeito; contudo, estão agora a diluir a forma como as pessoas veem a educação devido ao ativismo contínuo e depreciação social dos seus colegas.

Os governos não têm ajudado nesta causa ao inserir confusão no sistema, particularmente desde que a pandemia de Covid-19 começou. As mensagens confusas e políticas obscuras, juntamente com um sistema de comunicação baseado no oportunismo político criaram uma guerra de penitência que levará anos a ser reparada. Os governos são políticos e tudo o que fazem não é em benefício dos seus cidadãos, mas sim para permanecer no poder. O paradigma pelo qual operam é o de criar mensagens prototípicas que melhor atendam as suas necessidades e, nestas condições, o eleitor que financia os jogos políticos  nunca ganha a divulgação social da promulgação vinda de quem serve os nossos interesses.

Na última semana, mais um médico abandonou a mesa do Ontario Science devido à interferência política do governo nos assuntos referentes à implementação das nossas liberdades. Aos indivíduos que pediram para servir nunca lhes foi prometida liberdade de pensamento ou opiniões, sendo que as políticas do governo ainda são a regra e foram os políticos que foram eleitos e não os médicos. Contudo, devem ser consideradas opiniões e recomendações divergentes e devem ser adotadas conforme o necessário, principalmente quando é o futuro das nossas crianças que será afetado. Devido ao envenenamento político, o ministro da Educação tem estado em completa desordem na implementação dos passos necessários para proteger as nossas crianças. Está na hora de colocar as crianças e as escolas em primeiro lugar, ao invés dos burros pomposos, sem educação, que utilizam as alavancas de poder que controlam as nossas vidas.

Fique bem e proteja as crianças.

Manuel DaCosta/MS


What Will They Learn?

Writing an editorial about students returning to school without having any of my own attending is possibly a complex challenge, which will result in conclusions many will not agree with.

These students are being educated to lead this country in the future, which will dictate how as a whole, the quality of life the citizens of this nation will fare.  The learners will set policy and govern in accordance with the type of education and ideals obtained from kindergarten to university and/or college graduation and beyond.

O que será que vão aprender-editorial-mileniostadium
Cartoon by Stella Jurgen

As social activism and ideals are embraced more and more, moral conservatists are losing their ground, which will result in an imbalance of morality not experienced in many years.  Teaching and schools have become internment sites for the teaching of alternative doctrines not necessarily endorsed by the population at large, supported by left leaning unions whose agenda is not to support the student but to preserve jobs and tenures for those who advocate protectionism of their fiefdom without consideration for the students or parents.

Education has become a political football where governments are continually at odds with teachers cartels.  Teachers fill the air waves complaining about how they are mistreated by being overworked and underpaid.  They often ignore the privilege of being an educator of minds and understanding that they are brain forming those who will build or destroy a society.  Often I ask myself what type of individual wants to become a teacher and why?  Do we know their psychological state and points of view?  Does it matter if they are a terrible individual or not?  None of the above may matter, but in the end they often spend more time with our children then we do and thus influences that often characterize the children we raise.  It is therefore imperative that those who join the profession don’t join for personal gratification but to do some of the most important jobs in society.  There was a time when teachers were looked upon with respect; however, they are now diluting the way people see education because of continued activism and social disparagement of their societal partners.

Governments have not helped the cause by inserting confusion in the system, particularly since the Covid-19 pandemic began.  Confusing messages and shaded policies combined with a communication system based on political opportunism has created a war of contrition that will take years to repair.  Governments are political and all they do is not to benefit its citizens but to be in power.  The paradigm by which they do operate is to create prototypical messaging which will best serve their needs and thus the voter who finances the games politicians play which never gains the social dissemination of the promulgation coming from those who serve our interests. 

This past week another doctor left the Ontario Science Table because of political interference by the government on the affairs of the rolling out of our freedoms.  The individuals asked to serve were never promised freedom of thought or opinion as government policy still rules and politicians are the ones the people elect not the doctors.  However, differing opinions and recommendations should be considered and adopted as required, particularly when the futures of our children are affected.  The Ministry of Education has been a jumbled mess when implementing the required steps to protect our children because of political positioning.  It’s time to put schools and children first, rather than the pompous uneducated asses that use the levers of power which control our lives.

Be well and protect the children.

Manuel DaCosta/MS

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