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O negócio do futebol

 

milenio stadium - SJ-FIFA-PORT

 

O negócio do futebol

O futebol é um jogo lindo. Um desporto que une todos os países do mundo num espírito de jogo limpo e, sem dúvida, o desporto mais popular do planeta terra. Quando se leva em consideração que o top 20 de equipas mundiais detêm, coletivamente, um valor de $46 biliões, tem de se ponderar seriamente os efeitos que o futebol profissional tem no estatuto de cada país. O mercado mundial de futebol é cerca de $2.1 triliões. Hoje em dia, os atletas são colocados num pedestal reservado à realeza e é-lhes atribuída maior estima do que a qualquer outro atleta de outro desporto. O que alimenta a euforia que eleva estes atletas e o futebol a este nível? São as habilidades exibidas em campo ou o engano hábil produzido pela descrição visual e pelo marketing? Talvez sejam ambos, mas não foi há muito tempo que os salários dos jogadores de futebol eram inferiores aos dos executivos e, muitos apesar de terem sido bem-sucedidos, viveram vidas de penúria.

Se considerar um atleta como o Cristiano Ronaldo com uma marca global, o futebol tem um papel secundário no que diz respeito aos seus rendimentos. Ele é considerado o atleta mais rico do mundo. Desde acordos no ramo do calçado a participações em negócios, o dinheiro nunca mais voltará a ser um problema para o Cristiano.

O negócio do futebol é produzir equipas vencedoras. A forma como estas equipas são criadas num nível profissional baseia-se na capacidade financeira para poder comprar, e não produzir, os melhores jogadores do mundo. É um mercado semelhante à negociação de ações e títulos vivenciada em Wall Street. Os jogadores são meras fichas num tabuleiro de futebol guiados pela caça ao dinheiro, onde a lealdade para com a equipa ou o país estão em segundo plano. Com mais de 4 biliões de pessoas que acompanham futebol a algum nível, o Sr. Ronaldo e as suas equipas de parasitas serão capazes de superar todos os obstáculos nos próximos anos.

Recentemente, tanto Portugal como o Canadá qualificaram-se para o Campeonato do Mundo 2022 que terá lugar no Qatar entre 21 de novembro e 18 de dezembro. Estas datas foram escolhidas para acomodar o Qatar e o seu feudo com dinheiro infinito, porque o que importa é a FIFA. O seu historial de corrupção não tem fim. Não se espera que nem Portugal, nem o Canadá vão muito longe neste campeonato. O Canadá, que não se classificava há quase tanto tempo quanto os Toronto Maple Leafs não vencem a Stanley Cup, classificou-se num grupo de equipas fracas que raramente passam da primeira etapa. Foi bom enquanto durou. E Portugal, que é treinado por um patriarca ultrapassado em ideias e execução, não será bem-sucedido, mas encontrará desculpas suficientes para a sua derrota. No final, a justificação centra-se nos jogadores habituais que se engasgam com a pressão devido às suas atitudes individualistas. Ainda assim, o futebol não é só desgraça e melancolia. Muitos dedicam as suas vidas a treinar jovens neste jogo lindo. Estes jogos, cuja inocência e habilidades ensinadas a níveis académicos, em Toronto, como Sporting, o Gil Vicente e outros, para muitos facultam um caminho que impactará o futuro dos jogadores para toda a vida. Talvez se resuma a isso o verdadeiro futebol, longe da violência das claques, da discriminação dos tolos do futebol e da ganância dos agentes profissionais, dos proprietários e dos jogadores.

Mantenha tudo simples, afinal o jogo limpo é o princípio a seguir.
Vá chutar uma bola de futebol.

Manuel DaCosta/MS


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milenio stadium - SJ-FIFA -ENG

 

The Business of Soccer

Soccer the beautiful game. A sport which brings together all countries of the world in the spirit of fair play is by far the most popular sport on earth. When you consider that the top 20 teams in the world are worth collectively $46 billion, there has to be a serious consideration of the effects that professional soccer has on the status of each country. Worldwide soccer market is about $2.1 trillion. Athletes today are placed on pedestals reserved for royalty and regarded in higher esteem that in any other sport. What fuels a mania that elevates these athletes and soccer to this level? Is it the skills exhibited in the field or slight of hand with a combination of imagery and marketing? Perhaps it’s both combined, but it’s not that long ago that soccer players’ earnings were below corporations’ executives and many who were successful and still alive live meager lives.

If you consider an athlete such as Cristiano Ronaldo who has global branding, soccer is really secondary to how he earns his money. He is listed as the richest athlete in the world. From shoe deals to equity stakes in business, money will never be an issue for Cristiano again.

The business of soccer is to produce winning teams. How these teams are created at a professional level is based on who is the strongest financially I order to purchase, not produce, the best players in the world. It’s a commodity market much like trading stocks and bonds on Wall Street. Players are merely chips in a soccer board guided by the pursuit of money where loyalty to team and country is secondary. With over 4 billion people who follow soccer at some level, Mr. Ronaldo and his teams of hangers-on will be able to override all obstacles for years to come.

Recently, both Portugal and Canada qualified for the 2022 World Cup to be held in Qatar from November 21st to December 18th, 2022. These dates were chosen to accommodate Qatar and its fiefdom with endless money, because for FIFA it’s all that matters. It’s history of corruption is unending. Both Portugal and Canada are not expected to go far in the tournament. Canada who has not qualified for almost as long as the Toronto Maple Leafs have not won the Stanley Cup, qualified in a group of weak teams who very rarely go past the first round. Nice while it lasted. Portugal who is coached by a patriarch past his due on ideas and execution will not be successful but will find enough excuses why they didn’t win. In the end, the reason is the usual players who choke with pressure because of individualist ways. Still, soccer is not all about doom and gloom. There are many who dedicate their lives to training young men and women in the beautiful game. These games who its innocence and skills taught at Academy levels in Toronto, such as Sporting, Gil Vicente and others, provide a path for many that will impact the players’ futures for a lifetime. Perhaps this is what true soccer is about, away from the violence of the claques, discrimination by soccer fools and greed of professional agents, owners and players.

Keep it simples stupid, after all fair play are the principles to follow.
Go, kick a soccer ball.

Manuel DaCosta/MS

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