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Internautas

Desde o início dos tempos que a ideia de comunicar com outra pessoa tem sido uma constante na vida das pessoas. Quer fosse através de sinais de fumo, sons de tambor ou pombos-correio, a forma como as mensagens eram e são hoje feitas tinham apenas um propósito, a transferência de informação de um lugar, de uma pessoa ou de um grupo para outro. Todas as comunicações envolvem um remetente, uma mensagem e um destinatário. Apesar de parecer um processo simples, este é um assunto complexo. Sendo assim, como escolhe as suas fontes de informação para se manter atualizado sobre o mundo ao seu redor e, além disso, como usa a informação recolhida e guardada na sua mente? Atualmente, os meios de comunicação recolhem dados, sinais e mensagens que permitam que indivíduos ou grupos possam persuadir, procurar informação ou expressar emoções. Esta definição ampla inclui a linguagem corporal, a capacidade oratória, de escrita e interação visual através de vários meios.

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Cartoon by Stella Jurgen

À medida que inalamos o conhecimento que é continuamente projetado nas nossas mentes para consumo, decifrar qual corresponde à verdade e quais são suposições torna-se numa análise mental complexa. Além disso, quantos acreditam nas hipóteses da verdade quando as inferências e suposições são mais fáceis de acreditar? No mundo atual, a autenticidade é uma combinação confusa de exatidões egoístas para manipular um segmento da sociedade que espera ser moldado de acordo com as visões das quais a informação se origina. Hoje, os devoradores de conhecimento são alguns dos membros mais inteligentes da sociedade, mas, simultaneamente, a maioria da população mundial encontra-se no estágio mais irrelevante das suas vidas, ingerindo dados que em vez de os educar, os tornam mais patetas. Esta pandemia criou uma sociedade ridícula, já que ficar sentado em casa criou um mundo de especialistas em tudo e em nada. É também ridículo que vemos televisão, lemos livros, jornais e consultamos a internet, mas não conseguimos distinguir entre mentiras, verdades e retóricas mal acabadas promovidas para perturbar e dividir. Como exemplo, temos os media dentro da diáspora portuguesa, no Canadá, que se tornaram velhos e irrelevantes devido a um jornalismo preguiçoso. Não se deve culpar os produtores do conteúdo vendido. A critica deve cair aos pés do consumidor luso que não exige melhor e está satisfeito com o status quo simplesmente porque o cérebro ficou no velho país. O enfadonho e irrelevante mantém uma comunidade que não quer ser desafiada para esperar melhor. Isso não é progresso, mas submissão, sugerindo que não conseguimos fazer melhor. E quando surgem programas melhorados, não estão disponíveis apoios porque a mediocridade originária de Portugal é mais fácil de digerir.

Individualmente, somos a nossa própria media e fonte de informação. Ver, ler e conversar providencia a plataforma para formular as nossas opiniões e conclusões acerca do mundo em que vivemos. Estar sentado à frente do monitor de um computador ou de um smartphone coloca toda a gente num nível de inteligência percebido como sendo igual. O Google, e outros, partem do pressuposto de que todas as mentes começam da mesma maneira, desde o dia em que nascemos. O que muda ao longo do caminho é que a nossa célebre mente corre em direções diferentes. O mundo encontra-se num caminho onde os internautas vão dominar o mundo num futuro não muito distante e, assim sendo, é melhor que saibamos qual é a verdade da informação que obtemos.

Cuide-se.

Manuel DaCosta


Internauts

The idea of communicating with someone else has been a constant in people’s lives since the beginning of time. Whether by way of smoke signals, drum beats or carrier pigeons, the way messaging was and is now done achieved one purpose which was to transfer information from one place, person or group to another. Every communication involves a sender, a message and a recipient. This may seem to be a simple process but it’s a complex subject. Thus, how do you choose your information sources to keep abreast of the world around you and furthermore how do you use the gathered information once ensconced in your mind? Current information mediums gather data, signals and messages to enable individuals or groups to persuade, to seek information or to express emotions. This broad definition includes body language, speaking skills, writing or visual interaction through various mediums.

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Cartoon by Stella Jurgen

As we inhale the knowledge which is continually being projected at our minds for consumption, deciphering which is truth or conjecture becomes a complex mind analysis. Further how many believe the hypothesis of truth when inferences and suppositions are easier to believe? Authenticity in today’s world is a muddled combination of self-serving exactitudes to manipulate a segment of society waiting to be shaped according to the views from which the information is originating from. Today’s knowledge devourers are some of the most intelligent members of society but simultaneously the majority of the world population are at the most irrelevant stages of their lives ingesting data which instead of educating makes people dumb. This pandemic has created a laughable society because sitting at home has created a whole world of experts at everything and nothing. It’s also laughable that we watch television, read books, newspapers and consult the internet but cannot tell what are lies, truths and half baked rhetoric promoted to unsettle and divide. As an example, the media within the Portuguese diaspora in Canada has become old and irrelevant because of lazy journalism. The producers of content being peddled are not to blame. The criticism has to fall at the feet of a Luso consumer who does not demand better and is satisfied with the status quo simply because the brain stayed in the old country. Dull and irrelevant maintains a community that does not want to be challenged to expect better. That’s not progress but submission suggesting we can’t do better. And when enhanced programming surfaces, support is not forthcoming because the mediocrity originating from Portugal is easier to digest.

Individually, we are our own media and information sources. Seeing, reading and conversing provides a platform to formulate our opinions and conclusions about the world we live in. Seated in front of a computer screen or smartphone places everyone on a perceived equal level of intelligence. Google and others start out from the premise that every mind begins the same way as the day we were born. What changes along the way is that our celebrious mind runs in all different directions. The world is on a path where the internauts will rule the world in the not to distant future, therefore we better know what the truth is in the information we absorb.

Take Care.

Manuel DaCosta/MS

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